COO da Apple assume compromisso de acabar com mão-de-obra infantil

Por Redação | 08.01.2016 às 06:30

O recém-nomeado diretor de operações da Apple, Jeff Williams, reafirmou seu compromisso de continuar lutando contra a exploração de trabalho infantil em todas as cadeias de produção dos equipamentos da companhia. De acordo com ele, todos os programas que estavam em vigor, sob sua tutela, não deixarão de existir agora que ele subiu de posição. Muito pelo contrário – como braço direito do CEO Tim Cook, ele acredita estar em um lugar melhor do que nunca para continuar realizando esse trabalho.

Ao falar sobre o assunto, Williams aproveitou para criticar a postura de muitas empresas de tecnologia que, segundo ele, não querem ser associadas à exploração do trabalho infantil. Isso faz com que elas acabem não falando muito no assunto, o que para o COO, é também uma forma de se mostrar conivente, mesmo que esse silêncio não seja acompanhado de uma inação contra esse tipo de abuso.

Foi justamente esse tipo de panorama que levou a Apple a trabalhar ativamente contra isso, publicando relatórios anuais sobre o assunto e criando programas que levam seus fornecedores a se regularizarem. Caso uma empresa parceira seja identificada como exploradora de mão-de-obra infantil ou esteja utilizando matéria-prima não certificada e oriunda de zonas de conflito, ela é colocada em um sistema de avaliação e tem um período determinado para tomar certas iniciativas e acertar a situação.

Entre as medidas estão, por exemplo, a obrigação de pagar todas as despesas escolares da criança como forma de compensação, além de manda-la de volta para a casa das famílias, caso ela esteja fora, e o compromisso de oferecer um emprego a ela assim que ela tiver idade o suficiente para aceita-lo. Isso, claro, caso a fornecedora deseje continuar trabalhando com a Apple, o que, por si só, já é motivo suficiente para arrumar a casa.

Em 2015, a Apple disse ter encontrado 16 casos de exploração de mão-de-obra infantil em seis de seus fornecedores. Ao longo do ano, foram realizadas 633 auditorias para monitorar esse tipo de problema e, em todos os casos, as empresas acusadas resolveram os problemas, com avaliações posteriores indicando que as irregularidades não mais existiam.

Fontes: Conversations on Health Care, Business Insider