Conspiração ou co-inspiração? Eis a questão

Por Fernando D´Angelo | 21 de Maio de 2016 às 16h43

A atual revolução tecnológica está promovendo uma série de mudanças sociais e econômicas no mundo, e antigos modelos estão sendo contrapostos a novas ideias e paradigmas. É um caminho sem volta, e que está causando discussão e confusão neste início de processo.

Em uma análise simplificada, pode-se dizer que esta revolução tecnológica implica em dois grandes pilares:

  1. Aumento exponencial da oferta de serviços
  2. Otimização de processos e consequente redução expressiva de custos

Tais características colocam os novos modelos de negócios em posição de destaque e os antigos modelos em xeque. Esse choque de gerações está causando os conflitos que estamos vivenciando atualmente, e são muitos: Uber x taxistas, Netflix x TVs por assinatura, Whatsapp x companhias de telefonia, Trip Advisor x agências de turismo, AirBnB x redes hoteleiras e ZipCar x Locadoras de veículos são apenas algumas dessas batalhas.

O que está em jogo é a sobrevivência de empresas e serviços baseados em modelos de negócios ultrapassados, mas que fizeram investimentos enormes em infraestrutura e equipe para atender à demanda e se manter em conformidade com a legislação e regras definidas pelo poder público.

No entanto, manter regras e leis antigas e antiquadas frente a essa revolução não é saudável à sociedade e tampouco à economia do país. Conspirar, no bom sentido, contra os que lutam pela permanência inalterada dos modelos atuais de legislação e regulamentação como forma de defender os próprios interesses é necessário, pois esses pontos devem evoluir junto à evolução da sociedade.

E se por um lado há grupos setoriais interessados em se manter inertes, de outro existe toda uma parcela da sociedade civil vendo na revolução tecnológica atual a possibilidade de receberem remuneração através do compartilhamento de equipamentos atualmente subutilizados (imóveis, automóveis, ferramentas, etc) ou da oferta de serviços descentralizada (consultoria de viagens, economia criativa, freelancers, etc). Para esta parcela da sociedade, a co-inspiração permite um mundo infinito de possibilidades.

Agradecimentos: ao professor Wellington Cruz, professor de Sustentabilidade e Gestão da Inovação da Universidade São Judas Tadeu (SP) pelo insight relativo ao título deste artigo e pelas discussões acerca deste assunto polêmico.

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