Comunidade médica não está aceitando dados de dispositivos vestíveis

Por Redação | 26 de Novembro de 2015 às 08h54

Dispositivos vestíveis como os smartwatches e as pulseiras fitness estão no foco do mercado de tecnologia nos últimos meses. Muitos usuários têm adquirido os gadgets para monitorar suas atividades físicas, frequência cardíaca e até mesmo obter informações sobre suas noites de sono. No entanto, os dados obtidos parecem não ter muito valor para a comunidade médica e a maioria dos profissionais da área os têm descartado. Mas por que isso acontece?

Andrew Trister, oncologista e pesquisador da Sage Bionetworks, afirmou à revista MIT que muitos pacientes "vêm com planilhas enormes de Excel, com todas essas informações", mas ele "não faz ideia do que fazer" com as informações. Muitos de seus colegas também têm sido constantemente surpreendidos por essa situação. "Clínicos não têm muito o que fazer com o número de passos que você dá em um dia", concorda o pesquisador sênior no UCSF Center for Digital Health Innovation, Neil Sehgal.

A instituição que Sehgal trabalha tem comparado dados retirados de dispositivos domésticos com os padrões adotados pela comunidade médica e, até o momento, foram descobertos poucos produtos que realmente são confiáveis. Apesar das empresas de tecnologia venderem os wearables como dispositivos destinados às atividades de saúde, a maioria deles não tem nenhuma certificação médica. A agência que regula o setor de saúde nos Estados Unidos, a FDA, forneceu apenas um carimbo de "focados em bem-estar" para os dispositivos vestíveis.

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O pesquisador não descarta a utilidade de alguns wearables no futuro. Ele também reconheceu que esses dispositivos têm ajudado os usuários a realizarem atividades físicas, o que é de grande importância na manutenção da saúde. Contudo, por enquanto não dá para extrair tanta informação desses dados quanto as pessoas queriam.

Fonte: MIT

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