Compra do Opera por grupo chinês é barrada por autoridades

Por Redação | 18 de Julho de 2016 às 11h03

Autoridades não concederam aprovação até o prazo de 15 de julho para que um consócio chinês, composto pelas empresas Qihoo 360 Technology e Beijing Kunlun Tech, realizasse a aquisição do navegador Opera por US$ 1,2 bilhão. A informação foi divulgada pela empresa de software norueguesa nesta segunda-feira (18).

A proposta original precisava ser aprovada pelas autoridades chinesas e norte-americanas, mas acabou sendo barrado por uma das partes, que não aprovou a transação. "Nenhum regulador disse não. Não recebemos uma resposta dentro do prazo acordado", disse o presidente do conselho de administração da Opera, Sverre Munck. Ele também acrescentou que as partes envolvidas poderiam adiar o acordo, mas preferiram não prosseguir. Em vez da compra, as duas empresas irão comprar ativos da área voltada ao consumidor final da Opera por US$ 600 milhões.

O fracasso da proposta original levou as ações da Opera a uma queda de 10,4% nesta segunda-feira. "A maioria dos investidores ficou decepcionada. Entendemos isso e também ficamos decepcionados com o fracasso da proposta original", disse o executivo.

"A incerteza que isso teria causado e a quantidade de tempo que levaria seria algo negativo tanto para o consórcio quanto para nós. É por isso que optamos por um acordo alternativo", disse Munck. Segundo a Opera, agora o consórcio Kunqi tem planos de comprar os negócios da Opera com browser, aplicativos de performance e privacidade e sua tecnologia de licenciamento e participação na joint-venture chinesa nHorizon.

Os negócios com publicidade e marketing, TV ou aplicativos relacionados a jogos da Opera não estão no acordo. A nova proposta também precisará de aprovação das autoridades da China e dos Estados Unidos.

Via Folha de S. Paulo

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