Compra da EMC² coloca Dell na lista de maiores aquisições da tecnologia

Por Redação | 13 de Outubro de 2015 às 13h23

Era feriado no Brasil, mas lá fora, o mercado de tecnologia estava grandemente aquecido. Afinal de contas, não é todo dia que é anunciada a maior aquisição já feita na história da tecnologia, com a Dell comprando a EMC² por US$ 67 bilhões, de olho em serviços de virtualização, servidores, data centers e armazenamento.

A compra faz sentido e, acima de tudo, mostra a força de uma das empresas mais tradicionais no mercado de PCs, com fortes raízes no mercado corporativo. Em vez de criar as próprias ou separar suas operações em busca de baixar lucros e criar novos nichos de atuação, a Dell prefere buscar fundo nos bolsos e adquirir outra companhia que está entre as maiores do segmento em que deseja atuar.

O objetivo é minimizar o efeito da queda nas vendas de computadores nos números, além de melhorar a posição da Dell em setores nos quais ela já atua, como o de data centers, por exemplo. Para isso, porém, ela teve que desembolsar o gigantesco montante, que sozinho, é maior do que a soma das cinco maiores aquisições do mundo da tecnologia.

Para refrescar sua memória e demonstrar exatamente o poder dessa negociação, trazemos esse ranking de volta. Agora, o mercado tem um novo número a quebrar, mas a distância entre primeiro e segundo colocado mostra que isso pode ser um pouco complicado.

Google compra a Motorola Mobility

MOTO X 2014

No final de 2011, o esforço de intensificar seus trabalhos no mercado mobile levou o Google a adquirir a Motorola por US$ 12,5 bilhões. A ideia aqui era desenvolver soluções de forma mais concentrada para o Android e aliar o seu nome a uma empresa que já tivesse tradição no setor.

A empreitada deu início à sequência de dispositivos da linha Nexus, criados para mostrar o potencial da versão pura do sistema operacional Android rodando em um hardware adequado. A Motorola pertenceu ao Google até 2014, quando foi vendida novamente, desta vez para a Lenovo, por menos de US$ 3 bilhões. Para a gigante das buscas, não se trata de um fracasso e toda a questão foi um experimento. Hoje, a submarca continua existindo, também pelas mãos de outras fabricantes.

Symantec compra a Veritas

Symantec

No ano passado, por meio de uma compra massiva de ações, a Symantec adquiriu a Veritas por US$ 13,5 bilhões. Aqui, aconteceu uma fusão, com a companhia comprada passando a fazer parte do rol de operações da controladora. O interesse aqui era o gerenciamento de informações, com soluções de backups, inteligência e disponibilidade passando a fazer parte do portfólio da companhia de segurança.

Depois tudo mudou. Em agosto deste ano, a Symantec anunciou a venda da divisão que originalmente era a Veritas para o Grupo Carlyle, um dos maiores grupos de investimento privados do mundo. Ela, então, volta a ser uma companhia independente.

HP compra a EDS

HP

Em mais um negócio voltado para o mundo dos data centers, a HP anunciou a compra da EDS com a intenção de criar uma superpotência do mundo dos data centers. Em sua segunda maior aquisição desde a compra da Compaq, em 2002, a fabricante de computadores e impressoras investiu US$ 13,9 bilhões no negócio.

A EDS continua operando de maneira independente, com seu CEO fazendo parte, também, do quadro de diretores da HP. Para as empresas, ainda, os clientes saíram ganhando, por terem suas infraestruturas de TI conectadas todas a uma mesma operadora.

HP compra a Compaq

Compaq

Acabamos de falar desse negócio, mas não é possível não repetir, pois é ele que aparece na segunda colocação entre as maiores aquisições do mundo da tecnologia. Em uma época em que a atual estagnação no mercado de computadores parecia irreal, a HP comprou a Compaq por US$ 18,6 bilhões e se tornou uma das maiores fabricantes do ramo, um negócio que acabou mantendo sua posição sólida no mercado por muito tempo.

A negociação, novamente, gerou uma fusão. A Compaq deixou de existir e todas as suas operações ficaram dentro do guarda-chuva da HP. Por outro lado, com isso, veio também uma série de cortes, com 10% de sua força de trabalho, ou 15 mil funcionários, sendo demitidos, em uma ação que causou protestos e movimentou o mundo da tecnologia.

Facebook compra o WhatsApp

WhatsApp

Intensificar seus esforços no mundo mobile era a intenção de Mark Zuckerberg ao anunciar, em 2014, a compra do WhatsApp por US$ 19 bilhões. Ainda hoje um dos principais aplicativos de troca de mensagem do mundo, a solução continua funcionando de forma independente e, para os incautos, nem mesmo parece ser um produto da marca Facebook, já que são pouquíssimas as relações entre eles.

A compra, até agora a maior já realizada no mundo da tecnologia, levou muita gente a falar novamente em “bolha”, criticando o alto valor pago por uma aplicação que fazia, apenas de forma diferente e mais econômica, aquilo que celulares já realizavam desde os primórdios. Não foi o caso, e tanto o Facebook quanto o WhatsApp continuam apresentando crescimento a cada trimestre, mesmo com o surgimento de soluções alternativas e, muitas vezes, com mais recursos e portabilidade.

Via Venture Beat

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