Como conduzir negócios digitais na nuvem híbrida

Por Colaborador externo | 02 de Outubro de 2015 às 11h19

Por David Goulden*

As empresas de hoje precisam digitalizar seus processos, personalizar as experiências de seus clientes e inovar em velocidade inédita. Mesmo assim, poucas companhias já implementaram as plataformas tecnológicas necessárias para realmente alcançar esses objetivos.

Felizmente, a nuvem híbrida surge rapidamente como a viabilizadora dos negócios digitais, com sua adoção sendo movida por três forças matrizes:

Uma delas é a própria natureza dos negócios digitais. A tecnologia avança e a disponibilidade de informação modificou as expectativas dos clientes para sempre. Os clientes esperam ser capazes de fazer o que quiserem, quando quiserem e com os dispositivos que bem entenderem; rápido, fácil e com serviço customizado. As companhias atendendo a eles devem suprir as expectativas, com novas gerações de aplicações de rápida transformação.

Outra é a necessidade imprescindível de se tornar e permanecer ágil. O negócio digital não é uma iniciativa aplicada somente uma vez: é um compromisso constante de trabalho diferenciado, de adaptação e interações rápidas. É um compromisso de ser, do início ao fim, alavancado pela tecnologia e conduzido por dados. Este tipo de velocidade requer uma plataforma ágil: a nuvem híbrida.

A força motriz mais imediata de diversas implementações é a redução de custos. As análises da McKinsey e da EMC concluíram que empresas em migração à nuvem híbrida podem reduzir seus gastos operacionais de TI em até 24%. Este é um número significante e, essencialmente, pode financiar as mudanças de pessoal e processos que rendem os outros benefícios da nuvem híbrida.

De onde vêm estes 24% em economia? Um gerenciamento mais eficaz rende economia em hardware, Telecom e gastos das instalações. Há, ainda, ganhos maiores em licenças e manutenção de softwares, considerando as operações integradas, simplificadas e automatizadas. Implementar a nuvem híbrida pode ser o catalisador para racionalizar o seu software de gerenciamento de infraestrutura e aposentar o que for subutilizado ou desnecessário.

A grande redução está no orçamento de gastos operacionais. A automação da nuvem híbrida reduz drasticamente a quantidade de trabalho necessária para instalação de novos softwares de aplicação, bem como no monitoramento, operação e ajustes na infraestrutura. Tarefas que costumavam levar dias agora são feitas em minutos ou segundos. Ao automatizar o trabalho manual, a nuvem híbrida traz a oportunidade de redução dramática de custos operacionais de TI, além da opção de se redirecionar essas economias para iniciativas mais novas e mais importantes.

No entanto, fica o alerta: instalar tecnologia de nuvem híbrida é necessária, mas não o suficiente para realizar a redução de custos. A TI deve operar de novas formas: do gerenciamento de infraestrutura às aplicações e entregas de serviços. São nesses pontos que as verdadeiras mudanças ocorrem.

A nuvem híbrida é também uma oportunidade de assegurar a TI no coração da execução dos negócios - entregando aplicativos e oferecendo serviços na nuvem. Isso solidificará o valor e a relevância da TI.

São os CIOs que mandam quando o assunto é a tecnologia a ser escolhida, de maneira que o negócio esteja onde deve em menos de três anos. A nuvem digital conduz os negócios digitais, enquanto diminui os custos e aumenta a agilidade. Ela é de fato um investimento estratégico baseado em uma forma mais flexível de trabalho, permitindo que as empresas mudem no futuro e acompanhem a evolução contínua do mercado digital.

*David Goulden é CEO de Information Structure da EMC.

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