Com uso da tecnologia, alunos são 22% mais produtivos na lição de casa

Por Redação | 10 de Julho de 2015 às 10h06

Você certamente deve ter notado como as crianças desta geração são muito mais habituadas às novas tecnologias do que aquelas que nasceram dez, vinte anos atrás. Há quem diga que o acesso precoce a esses recursos pode comprometer o desempenho em outras atividades do dia a dia, principalmente na escola. Mas este não é o resultado de um novo estudo, que mostra o contrário: o uso da tecnologia pode tornar os estudantes mais produtivos nas tarefas escolares, incluindo a lição de casa.

Conduzido pelo Colégio Internacional EMECE, com unidade em São Paulo, o relatório se baseou nos serviços do Google utilizados por alunos e professores para verificar que essas plataformas podem, sim, ajudar num desenvolvimento mais fluído das disciplinas e das tarefas fora da sala de aula. De acordo com a instituição, ao aplicar essas ferramentas na rotina dos mestres e estudantes, foi verificada uma eficácia 22% maior que o método tradicional.

Com o Google Planilhas, os professores do CEI Paraty, no Rio, concentram os nomes dos alunos, planejamento semanal, notas e resultado final tudo em um único arquivo, otimizando o tempo. “A tecnologia contribui para que os alunos criem hábitos de estudo cada vez mais autônomos, valendo-se de uma linguagem que lhe é familiar - a tecnológica. Além disso, a tecnologia auxilia o professor nas correções, diagnósticos e levantamentos estatísticos”, diz Fernando Rosário de Sousa, consultor de tecnologia educacional da Foreducation e professor de História do EMECE.

Muitos professores também relataram dificuldades em trabalhar com agendas, cadernos e lembretes - bem diferente da organização encontrada em ferramentas online. "Ao precisar modificar um planejamento escolar por exemplo, era necessário pegar o caderno ou agenda, apagar com borracha ou corretor e refazer. Se estivesse impresso e colado no caderno ou corrigia na folha impressa ou refazia a folha digitada para ser colada de novo", afirma Renata Sodré Leal, professora de inglês do ensino fundamental II do CEI Paraty.

Renata explica que, depois de utilizar programas como o Google Planilhas, ficou muito mais fácil procurar e casar os dados dos estudantes no fechamento. Segundo a instituição, "as tabelas têm fórmulas de soma inseridas de modo que qualquer dado lançado já consta na pontuação final de cada aluno e, com isso, dificilmente se erra ao fechar as médias, uma vez que são todas calculadas pelas planilhas". Além disso, com a visualização prévia dos pontos que o aluno já conseguiu, fica fácil prever os casos que poderão ter mais dificuldades em atingir a média exigida, podendo, assim, ser feito um trabalho preventivo customizado para cada jovem.

"Fazer uma atividade no caderno é desmotivador para alunos da geração da velocidade, não faz sentido. Eles podem deixar de fazê-la ou apenas copiar do melhor da classe. O professor, muitas vezes, por falta de tempo, vai vistá-la e considerá-la entregue. Com a tarefa disponível a qualquer hora e lugar, o aluno vê um maior significado na lição de casa, a realiza e em três cliques recebe a devolutiva. O feedback imediato é um fator motivador", declara Fernando.

Alunos e pais também são beneficiados com o uso dessas tecnologias. Do lado dos estudantes, eles podem acessar de qualquer lugar o formulário do Google em seus celulares, tablets ou computadores e verificam de forma instantânea seus erros e acertos nas atividades. Já os pais podem verificar o atendimento da coordenação escolar e o andamento das aulas dos filhos, incluindo entregas de trabalhos e desempenho, uma vez que os arquivos são compartilhados na nuvem.

"Ao conseguir aplicativos que corrijam atividades em bloco como o Flubaroo e ao ter acesso a um banco quase infinito de questões, atividades e vídeos para preparar as aulas na Internet, seguramente, o professor tem o seu tempo otimizado. Ao deixar atividades mecânicas e repetitivas sendo cuidadas por uma programação prévia e por recursos com preenchimento automático, o tempo pode ser empregado em outras tarefas", conclui Fernando.

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