Cisco pode acelerar investimentos em startups brasileiras quando mercado reagir

Por Rafael Romer | 13 de Julho de 2016 às 08h51
photo_camera Rafael Romer/Canaltech

*De Las Vegas

Durante sua keynote de abertura do evento global Cisco Live nesta segunda-feira (11), o CEO da companhia, Chuck Robbins, destacou os investimentos da empresa em startups como um dos pilares estratégicos para o desenvolvimento de novos negócios e soluções para a companhia.

A ideia é simples: através de seu braço de investimentos Cisco Investments, a gigante norte-americana hoje suporta e acelera pequenas companhias na busca tanto por novas tecnologias disruptivas quanto por times talentosos com o potencial de agregar valor ao portfólio.

Atualmente, já são mais de US$ 2,1 bilhões investidos em 30 empresas globais, distribuídas nas quatro principais regiões das Américas, EMEA (Europa, Oriente Médio e Ásia), APJ (Ásia-Pacífico e Japão) e China.

Apesar dos olhos da companhia estarem voltados com mais atenção para países como Estados Unidos, Índia e China, o Brasil é um dos mercados em que a Cisco tem dedicado parte de seus investimentos. Nos últimos 24 meses, a empresa realizou dois investimentos junto a fundos de capital no país que devem ajudar a empresa a detectar novas oportunidades assim que o ritmo do mercado nacional voltar a acelerar.

"Nós estamos em modo de aprendizado, estamos usando esses fundos para ter uma melhor perspectiva do que está acontecendo no mercado e, baseado nisso, tomaremos decisões", explicou ao Canaltech Rob Salvagno, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Cisco Investments.

Salvagno classifica o mercado nacional como uma área "importante" para a Cisco, mas não há expectativas de novos ou aumento de investimentos a curto prazo. De acordo com o executivo, o momento é de observar o mercado local para detectar oportunidades de novos aportes em empresas locais. "Nós acreditamos que temos um bom mercado, mas estaremos prontos para acelerar investimentos se vermos a inovação acelerando também", comentou.

Um dos mais recentes investimentos da empresa no setor de inovação e statups brasileiro é no Cubo, o espaço de coworking aberto em setembro em São Paulo, mantido pelo Itaú Unibanco e pelo fundo de investimentos Redpoint. Focado no desenvolvimento do ecossistema local de empreendedorismo, o espaço tem uma arquitetura de rede desenhada pela Cisco e recebe suporte do centro de inovação da companhia no Rio de Janeiro, auxiliando startups locais com ferramentas de desenvolvimento como toolkits e APIs da Cisco.

"Estamos em uma boa posição e poderemos avaliar qual será nossa estratégia para a próxima fase", concluiu Salvagno.

*O repórter viajou a convite da Cisco

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