Cisco: mais de 26 bilhões de dispositivos estarão conectados em 2020

Por Redação | 11 de Junho de 2016 às 11h05

O número de usuários conectados à internet irá aumentar ainda mais nos próximos quatro anos graças ao crescimento de algumas tendências globais, como o consumo de vídeo e os dispositivos conectados. Esse é o resultado da edição mais recente do Visual Networking Index (VNI), divulgado nesta semana pela Cisco.

De acordo com o relatório, para o período de 2015 a 2020, o tráfego online quase triplicará no mundo todo, com uma taxa de crescimento anual de 22%. Haverá mais de um bilhão de novos usuários na comunidade global da internet, que passará de três bilhões, no ano passado, para 4,1 bilhões, em 2020. A transformação digital, com base na adoção de dispositivos pessoais e na implantação de conexões máquina-a-máquina (M2M), terá um impacto ainda maior no aumento de tráfego. Além disso, as redes IP globais irão suportar até 10 bilhões de novos dispositivos e conexões, passando de 16,3 bilhões para 26,3 bilhões aparelhos conectados.

Um dos fatores que vão contribuir para esse cenário é o avanço na Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). Aplicações como vídeo vigilância, medidores de energia inteligentes, monitores de saúde digitais e uma série de outros serviços M2M têm implicado em novos requisitos de rede e um aumento considerável de tráfego. Mundialmente, as conexões M2M devem aumentar quase três vezes, de 4,9 bilhões em 2015 para 12,2 bilhões em 2020, o que representa quase metade (46%) do total de dispositivos conectados. A área de saúde é o segmento que apresentará crescimento mais rápido (cinco vezes mais) de conexões M2M, aumentando de 144 milhões para 729 milhões em 2020. O segmento de domicílios conectados terá o maior volume de conexões M2M no período, subindo de 2,4 bilhões para 5,8 bilhões.

Os serviços de vídeo e de conteúdo permanecem líderes absolutos em relação a todas as outras aplicações. O vídeo será responsável por 79% do tráfego global da Internet em 2020, superando os 63% registrados em 2015. O mundo vai chegar a três trilhões de minutos de vídeo transmitidos via internet por mês em 2020 – o que equivale a cinco milhões de anos de transmissão por mês ou cerca de um milhão de minutos de vídeo transmitidos por segundo. E a internet irá suportar também maior qualidade: conteúdos em HD e ultra-HD representarão 82% do tráfego de vídeo na internet daqui a quatro anos.

Por conta da quantidade de informações que vamos compartilhar e receber através desses dispositivos conectados, a preocupação com segurança também vai aumentar. E não é para menos: segundo a Cisco, nos próximos cinco anos, estima-se que os ataques de negação de serviço (DDoS) vão crescer de 6,6 milhões para 17 milhões.

"A transformação digital já está acontecendo para bilhões de usuários consumidores e corporativos em todo o mundo. A inovação é essencial para que a Cisco e seus clientes provedores de serviço possam oferecer serviços e experiências de alta qualidade, escaláveis e seguras em qualquer tipo de infraestrutura de rede de banda larga", afirmou Doug Webster, vice-presidente de marketing para provedores de serviços da Cisco.

No Brasil

De acordo com o levantamento da Cisco, o tráfego IP no país crescerá cerca de três vezes entre 2015 e 2020, a uma taxa anual composta de 21%, atingindo 4,4 exabytes por mês em 2020 (acima do 1,7 exabyte por mês registrado no ano passado).

Para se ter uma ideia, daqui a quatro anos, o equivalente em gigabytes de todos os filmes já feitos cruzará redes IP do Brasil a cada 1 hora. O tráfego vai crescer 2,5 vezes e vai corresponder a 397 vezes o volume de toda a internet brasileira em 2005. O principal consumo será o de vídeo, que vai responder por 85% de todo o tráfego IP do Brasil. Já o tráfego de jogos na internet atingirá 3 exabytes por mês em 2020 (taxa de crescimento anual de 42%).

Além disso, 51% de todos os dispositivos conectados na rede em 2020 serão móveis. Enquanto isso, a velocidade média da banda larga fixa no país vai crescer 2,3 vezes, passando de 8,5 Mbps para 19,5 Mbps.

O estudo completo da Cisco pode ser acessado neste link.

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