Cinco tendências tecnológicas que irão continuar a mudar o mundo em 2017

Por Colaborador externo | 23 de Janeiro de 2017 às 15h15

Por Dmytro Voloshyn*

Não é novidade que, hoje em dia, o progresso tecnológico acontece a cada momento. Até ontem, o rótulo “smart” era usado apenas para telefones celulares, mas hoje se aplica a tudo, de televisões a geladeiras, passando por carros e até mesmo roupas. Mas no meio disso tudo conseguimos identificar algumas tendências que deverão nortear este ano.

Inteligência Artificial (IA): Hoje estamos indo rapidamente em direção à Singularidade, algo que é empolgante e assustador ao mesmo tempo. A segunda onda das redes neurais já provoca resultados: em determinadas áreas, os computadores já superaram os seres humanos. Chegou o momento de colocar em prática essas novas possibilidades, ao mesmo tempo em que buscamos seus limites. Prova disso é a criação de inteligência artificial Open AI. Seu objetivo é moldar essa tecnologia com o objetivo de beneficiar a sociedade. Ela já recebeu, inclusive, 1 bilhão de dólares para pesquisas de investidores como Elon Musk e Peter Thiel.

Veículos autônomos. Você já pode ver drones sendo utilizados na agricultura e em complexos industriais. Grandes empresas como a Amazon já os estão utilizando para entregar encomendas; não existe prova melhor de que as empresas já perceberam o potencial desta tendência. É o mesmo com carros autônomos: a Uber já os está testando, enquanto a Google investe fortemente em sua própria tecnologia. Ainda, marcas como Audi, Chrysler, Ford e Toyota anunciaram a inclusão de carros sem a necessidade de motoristas em seu catálogo de produtos.

Realidade virtual/Realidade aumentada. Essa é uma tendência importante, já que vai fundamentalmente mudar nossas vidas para uma “realidade paralela”. De acordo com os resultados de um estudo da empresa de consultoria Digi-Capital, o mercado de realidade virtual e aumentada poderá ser avaliado em 150 bilhões de dólares em 2020, dos quais 120 bilhões serão referentes a dispositivos de realidade aumentada. As vendas de gadgets vão crescer cinco vezes em relação às 70 milhões de unidades previstas inicialmente. No entanto, antes que essas tecnologias tenham aplicabilidade prática, há uma série de problemas que devem ser resolvidos. Por exemplo, os fabricantes devem eliminar a sensação de enjôo gerada ao se deslocar através dos cenários da realidade virtual.

Aeroespacial: Graças ao Elon Musk, que assumiu o grande sonho de colonizar Marte, a pesquisa sobre a exploração espacial recebeu um novo fôlego. Também é possível citar o sensacional lançamento do foguete Falcon 9 da SpaceX, que foi realizado com sucesso, depois de duas tentativas fracassadas.

Outra tecnologia interessante foi publicada no fantástico artigo da NASA: o EmDrive. Se trata do o projeto de um motor elétrico que viola a terceira Lei de Newton e ainda não se sabe como funciona – isso não mostra que entramos numa era completamente nova da tecnologia aeroespacial.

A tecnologia em nuvem, graças à qual os recursos podem ser virtualizados, se popularizou, embora questões de privacidade ainda estejam sendo debatidas. Um novo termo “serviço sob demanda” apareceu. De acordo com minha experiência, posso afirmar que tecnologias em nuvem são, hoje, aplicadas em todos os níveis de processos de uma empresa, especialmente no desenvolvimento. Isso nos permite crescer rapidamente e permanecer “antifrágil” em relação a mudanças externas.

Todas essas tecnologias estão trazendo enormes possibilidades para o desenvolvimento da sociedade. A tarefa principal será “domá-las” a tempo para que os humanos continuem sendo seres vivos, sociais e pensantes.

*Dimitry Voloshyn é Chief-Technical Officer da Preply: uma plataforma online que liga professores particulares a alunos.

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