Cientistas desenvolvem equipamento que acelera a cicatrização em 30%

Por Redação | 21 de Julho de 2015 às 10h06

Não é nenhuma novidade que a série Star Trek inspirou vários elementos da tecnologia e da própria ciência. Das portas eletrônicas aos telefones celulares, passando pelas naves Enterprises da NASA, o seriado sempre serviu para trazer novas ideias — e eis que surge mais um item a ser adicionado a essa lista. Afinal, cientistas querem transformar em realidade a pistola regenerativa usada por Kirk e Spock nos episódios do programa.

Pesquisadores ingleses do Departamento de Ciência Biomédica da Universidade de Sheffield estão desenvolvendo um pequeno dispositivo que se aproxima muito daquilo que a ficção nos mostrou por décadas. Só que, em vez de trazer a cura instantânea de um ferimento, o equipamento é capaz de acelerar o processo de recuperação do corpo humano de alguns machucados em até 30%.

Segundo os responsáveis pela engenhoca, o truque com o dispositivo está em enganar o nosso corpo para fazê-lo trabalhar mais rápido e, com isso, fazer com que o ferimento seja sarado em bem menos tempo. Desse modo, as células danificadas acreditam que o corpo ainda está em seu estágio inicial de desenvolvimento e, por isso, atuam rapidamente sobre a área machucada.

De acordo com o responsável pela pesquisa, Mark Bass, o segredo para confundir as células está exatamente no ultrassom. Ele explica que, ao sujeitar o ferimento à tecnologia, eles foram capazes de induzir nano vibrações à pele, o que fez com que os canais dentro da membrana celular se abrissem para a entrada de cálcio. Com isso, a célula identificou a necessidade de trabalhar mais rápido e acelerou o processo de cicatrização.

É claro que isso não significa cura instantânea como Star Trek nos mostrou durante décadas, mas se trata de um importante passo na recuperação de muita gente. Um machucado que desaparece 30% mais rápido representa não apenas uma melhoria na qualidade de vida de muita gente — pense em como vai ser menos incômodo — como também diminui as chances de termos uma infecção ou algo do tipo. Exemplo disso são os pacientes com diabetes, cuja cicatrização é mais lenta exatamente por conta da doença e que vão aproveitar muito bem a descoberta.

Além disso, como o próprio Bass destaca, esse novo método também se diferencia de outras tentativas de otimizar a regeneração do corpo por ser algo bem menos invasivo do que vimos até então. Isso sem falar que também é algo bem mais seguro, uma vez que o ultrassom já é algo bem comum dentro da medicina. A única preocupação dos cientistas é que, com o novo uso da tecnologia, eles descubram também outros efeitos colaterais até então desconhecidos.

Via: Extreme Tech

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