China cria nova “Rota da Seda” e pode comprar minas de ouro

Por Redação | 18 de Julho de 2016 às 13h55

O projeto para criação de uma nova Rota da Seda pode ir muito além de apenas tecido, especiarias e conexão cultural. O ouro parece ser a nova bola da vez no caminho comercial entre China, Oriente Médio e Europa, com o governo chinês estudando a aquisição de uma mina de ouro no Cazaquistão, um negócio que deve não apenas aquecer os planos do país em si, mas também o mercado de recursos naturais.

A iniciativa seria do Silk Road Fund, um fundo de investimentos com US$ 40 bilhões no bolso, criado pelo governo da China justamente para focar em negócios relacionados a essa nova rota comercial. Ele se posicionaria ao lado de outra companhia estatal, a China National Gold Group, na aquisição e manutenção da mina de Vasilkovskoye, além da exploração de seus recursos.

No caminho, entretanto, as companhias podem encontrar resistência. Dois outros grupos asiáticos consideráveis, o Shandong Gold Mining e o Zijin Mining Group, também focados na exploração de minérios, também estariam de olho na operação cazaque. Enquanto isso, investidores temem que o súbito interesse leve a Glencore, dona da mina, a optar por um leilão, o que pode aumentar significativamente o valor a ser pago.

Também focada em commodities, a empresa anglo-suíça passa por um momento complicado de sua história, afundada em dúvidas e vendendo algumas de suas operações internacionais para pagá-las. O interesse chinês na mina de ouro no Cazaquistão veio em boa hora, assim como o aquecimento geral nesse mercado oriundo dos países asiáticos, uma vez que metais preciosos são um de seus três pilares principais.

Tudo corre em ritmo de especulação e nenhuma das partes envolvidas se pronunciou sobre o assunto ainda. Entretanto, a existência não apenas dos boatos, mas também de uma nova rota comercial focada na exploração mineral já mostra que o mercado de commodities pode voltar a esquentar em breve. Com o envolvimento da China, outros países também devem voltar seus olhos para os recursos naturais.

A nova Rota da Seda nasceu como um caminho de transporte ferroviário ligando portos do leste da Rússia e da China à Europa, passando também pela Mongólia e Cazaquistão, países fortes na exploração de minérios. Os investimentos chineses nessa rota datam de 2013, quando o presidente Xi Jinping mostrou interesse na ligação intercontinental, que inclusive, deve ganhar trechos que passam também por Istambul, na Turquia, e Terrã, no Irã, localidades que não existiam no trecho original.

O nome vem da série de rotas originais, que ligavam o sul da Ásia ao Oriente Médio e à Europa, servindo como principal caminho para comércio de seda, que antigamente era uma técnica de domínio exclusivo dos chineses, especiarias e materiais preciosos. Além disso, foi fundamental para a troca de cultura entre diferentes partes do mundo e também para o crescimento de grandes civilizações, como o Egito Antigo, a Índia, o Império Romano, a Pérsia, Mesopotâmia e, claro, a própria China.

Fonte: Business Insider

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