Chefe do Windows critica sistema de atualizações do Android

Por Redação | 04 de Maio de 2015 às 18h09
photo_camera Divulgação

Com previsão de lançamento para julho, o Windows 10 chegará ao mercado como o sistema operacional mais democrático já lançado pela Microsoft. Isso porque, além de marcar o retorno de ferramentas icônicas da plataforma, como o menu Iniciar, o sofware poderá rodar aplicativos de outros sistemas, entre eles o Android. E para a companhia, permitir a execução de apps do robô verde é uma forma de mostrar ao Google como a empresa deveria lidar com suas atualizações.

Como todos sabem, o Android é a plataforma móvel mais utilizada no mundo, presente em milhões de aparelhos. O problema é que nem todos recebem updates periódicos de uma versão para outra, como do Android KitKat para o Lollipop, por exemplo, uma vez que a liberação de novas versões depende, a princípio, das fabricantes – com exceção da linha Nexus, controlada pelo próprio Google. Nesse sentido, a Microsoft acredita que falta compromisso da gigante das buscas para com boa parte dos usuários, que ficam sujeitos a ameaças digitais por causa da ausência de atualizações frequentes.

"O que o Google faz é autorizar uma pilha de... códigos, sem o compromisso de atualizar seu dispositivo", comentou Terry Myerson, chefe da divisão Windows, em um keynote na conferência Ignite, em Chicago, nos Estados Unidos. "O Google não assume nenhuma responsabilidade de atualizar os gadgets de seus clientes e se recusa a assumir a responsabilidade de atualizar esses aparelhos, deixando os usuários finais e empresas cada vez mais expostos [a vírus e conteúdo malicioso] a cada dia que eles usam um dispositivo Android".

Embora critique a estratégia de atualização adotada pelo Google, vale lembrar que a própria Microsoft não tem um histórico perfeito quando o assunto são updates de sistema no Windows Phone, que não recebeu, por exemplo, uma atualização do Windows Phone 7 para o Windows Phone 8. Nesse sentido, a empresa destacou que pretende corrigir tais erros com o lançamento do Windows 10 e continuar fornecendo atualizações para a plataforma, mesmo que em anéis de distribuição — ou seja, o sistema será liberado aos poucos para todos os consumidores.

Além disso, Myerson afirmou que, junto de atualizações mais frequentes, são necessárias novas ferramentas de segurança, principalmente para empresas. Por isso, a companhia anunciou o Windows Update for Business, um novo serviço do Windows 10 com foco no mercado corporativo que dará às organizações maior flexibilidade de gerenciamento do sistema.

De acordo com a Microsoft, a novidade vai oferecer maior controle sobre a implantação de atualizações, acesso mais rápido a correções e updates de segurança, e acesso a novos recursos e funcionalidades disponibilizados via Windows Update. O programa ainda vai permitir que os administradores especifiquem quais aparelhos (no caso, PCs) receberão primeiro as atualizações lançadas pela Microsoft. Os chefes também poderão especificar horários para liberar essas atualizações, que serão distribuídas usando tecnologia peer to peer (ponto-a-ponto).

O Windows 10 será gratuito para quem já tem o Windows 7 ou Windows 8.1, uma decisão que deve impactar cerca de 1,5 bilhão de usuários do software em PCs. Entre as principais novidades estão a volta do Menu Iniciar, integração com a assistente de voz Cortana, apps universais e um novo navegador, o Microsoft Edge, que futuramente vai substituir o Internet Explorer. O sistema também ganhará uma versão própria para tablets e smartphones.

Fontes: The Windows Blog, The Verge

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