CEO do Google mostra apoio a muçulmanos e minorias

Por Redação | 14.12.2015 às 13:41

O CEO do Google, Sundar Pichai, é a mais nova voz do Vale do Silício a se posicionar a favor dos muçulmanos e contra as afirmações preconceituosas feitas pelo candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um post no Medium, o executivo afirma que o país não pode deixar que o medo destrua seus valores e remova o caráter de “terra de oportunidades”.

Na fala, Pichai lembra a própria história como um imigrante da Índia, de onde veio há 22 anos para estudar e trabalhar. Ele diz ter percebido muito rapidamente que o esforço abria muitas portas na América e foi capaz de constituir uma família, uma carreira, chegar onde está hoje e, acima de tudo, se sentir tão parte do país como qualquer outro nativo.

Por isso mesmo, ele rejeita as afirmações intolerantes de que os Estados Unidos “seriam um lugar melhor sem as vozes, ideias e contribuições de certos grupos de pessoas, baseados apenas no local de onde eles vieram ou sua religião”. Para ele, a prova de que essa diversidade é benéfica pode ser vista no próprio campus do Google, onde pessoas de diferentes etnias, origens e crenças trabalham juntas e contribuem para o crescimento da companhia, com as diversas vivências resultando em discussões e decisões melhores para todos.

Ao final, Pichai griva suas palavras de ordem. “Não vamos deixar o medo derrotar nossos valores. Precisamos apoiar muçulmanos e outras comunidades minoritárias nos Estados Unidos e em todo o mundo”. No momento em que esta matéria foi escrita, o texto já contava com mais de 4,1 mil curtidas e ultrapassava os 240 comentários, todos demonstrando apoio ao CEO do Google.

O discurso de intolerância vem sendo uma das marcas do empresário e apresentador de TV Donald Trump em sua campanha como pré-candidato à presidência dos Estados Unidos. Ele concorre a uma vaga no pleito pelo Partido Republicano, onde acumula a maior parte das intenções de votos com base em propostas contra a imigração e a favor da deportação de 11 milhões de ilegais. Mark Zuckerberg, o CEO do Facebook, também já se pronunciou contra tais propostas.

Fonte: Sundar Pìchai (Medium)