CDO: o profissional do futuro

Por Colaborador externo | 28 de Julho de 2015 às 08h03

Por Daniel de Oliveira Magalhães*

O crescimento e a evolução da tecnologia têm surtido efeito nas organizações, inclusive no departamento de RH, com a demanda cada vez maior de novos cargos e profissionais com especialização diferenciada. Um exemplo desse movimento é o surgimento da posição de “Chief Digital Officer”, que de acordo com o Gartner será adotada por 50% das empresas até 2017.

Mas afinal, qual é o papel de um CDO? Basicamente, sua função envolve administrar e gerir a qualidade e o ciclo de vida dos milhares de dados que as empresas produzem diariamente para que todas as informações registradas sejam revertidas em inteligência, transformadas em oportunidades, agregando mais vantagem competitiva ao negócio.

Além de conduzir os dados para atender às necessidades da companhia por meio de novos produtos, serviços e ofertas, o CDO assume a responsabilidade de levar, passo a passo, a empresa para o mundo digital, cenário que já é presente no nosso dia a dia e que vem transformando a forma como as organizações funcionam e se relacionam entre elas e com a sociedade.

Sendo assim, mais do que conhecimento técnico, o profissional também deve entender o negócio e ter uma visão geral de toda a operação para trabalhar em parceria com o CEO e o CFO nas importantes decisões. A posição já adotada por algumas organizações funciona como “uma liga” entre as estratégias de dados e as métricas.

A tendência é que com a evolução da tecnologia e a aceitação do mundo digital por parte das empresas, a posição de CDO seja adotada de vez. De acordo com um estudo da consultoria Deloitte, dentre os 4,4 milhões de empregos que serão criados no mundo para preencher a demanda global, cerca de 90 mil devem ser no Brasil. Ou seja, a demanda só vai crescer, por isso é o momento de todos ficarem atentos: profissionais e empresas.

Em contrapartida, o cargo pede qualificação e, para suprir essa necessidade é essencial que os colaboradores da área de TI se especializem como cientistas de dados e ainda tenham conhecimento extra em gestão para atuarem também como agentes importantes nas tomadas de decisão.

Enfim, a conclusão é que no “cenário digital” as decisões são fundamentadas cada vez mais por dados e menos por achismos, exigindo qualificação e atualização do mercado em geral. Assim, quem não tiver visibilidade para acompanhar a dinamicidade mercadológica ficará em desvantagem e perderá competitividade. As informações existem, agora é só saber utilizá-las.

*Daniel de Oliveira Magalhães é superintendente de tecnologia e infraestrutura da Ativas

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