Capital do México é a primeira cidade da América Latina a aprovar o Uber

Por Redação | 16 de Julho de 2015 às 14h56
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A Cidade do México, capital mexicana, é a primeira na América Latina a legalizar o funcionamento do aplicativo Uber. A regulamentação impôs a cobrança de uma taxa de 1,5% pelo licenciamento anual e um patamar mínimo para o modelo de automóvel que poderá prestar o serviço de "caronas" pagas. Sendo assim, só poderão atuar com esse tipo de serviço automóveis que custem, pelo menos, 200 mil pesos mexicanos, ou cerca de R$ 40 mil.

Além da Uber, a Cabify também opera na Cidade do México. Os automóveis que fazem parte dos serviços deverão pagar 1,5 mil pesos por ano de licença, o que corresponde e a R$ 320. A Uber inicialmente não aceitou muito bem o fato dos veículos custarem mas de 200 mil pesos para poderem atuar, tendo considerado o preço alto demais. No entanto, a empresa admitiu ser acessível. Antes da legalização, o padrão dos carros da companhia no México era de 150 mil pesos, algo em torno de R$ 30 mil.

Em relação à taxa de 1,5%, não houve surpresa por parte da companhia. A Uber já realiza o pagamento de taxas onde suas atividades são regularizadas. Em Washington, capital americana, a Uber paga uma taxa de 1% sobre o valor das corridas. Vale ressaltar que o custo não pode ser repassado aos clientes e deve ser assumido pela própria empresa.

Na capital mexicana a Uber conta com cerca de 500 mil clientes e mais de 10 mil motoristas cadastrados, o que mostra um mercado aquecido na cidade. Sua concorrente, a Cabify, calcula ter cerca de 300 mil usuários na Cidade do México, onde há 140 mil taxistas cadastrados.

Enquanto em outros países a Uber está conseguindo se impor, no Brasil a empresa tem enfrentado diversos problemas para atuar. Em mais uma etapa da briga no país, o Tribunal de São Paulo negou o pedido de suspensão de funcionamento do aplicativo Uber. Os taxistas são os principais inimigos da Uber, visto que são enfáticos ao dizer que a empresa fornece serviços "de modo clandestino e ilegal". No entanto, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) poderá atuar como "Amigo da Corte", interferindo em eventuais ações judiciais para discutir a validade de leis que proíbem a atuação da Uber.

"Se houver leis que simplesmente proíbam o Uber, o Cade pode atuar como ‘amicus curiae’ (Amigo da Corte) nesses processos judiciais que vão discutir a constitucionalidade dessas leis e apresentar a perspectiva concorrencial nessas discussões", afirmou o presidente do Cade, Vinicius de Carvalho, à Reuters.

Silvia Rocha, desembargadora, não concordou com a necessidade de antecipação de tutela solicitada pelos taxistas. Para ela, o processo ainda está no início, o que dificulta identificar possíveis riscos de "dano irreparável ou de difícil reparação" devido ao funcionamento do aplicativo. "O uso do dispositivo, em maior ou menor escala, depende de inúmeros fatores, especialmente das características do sistema de transportes de cada lugar e de aspectos culturais, sociais e econômicos", defendeu Silvia.

Atuando há cerca de cinco anos, o aplicativo Uber está presente em 57 países e começou a operar no Brasil em 2014. O serviço é semelhante ao de um táxi. No entanto, difere de que, para ser motorista da empresa, é preciso se cadastrar no site, obter uma carteira profissional e seguro do automóvel para uso comercial.

Via Reuters e Estadão

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=40108&sid=3http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKCN0PQ01220150716http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,cidade-do-mexico-lanca-primeira-regulacao-do-uber-

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