Campo de visão limitado do HoloLens não deve ser corrigido em versão final

Por Redação | 23.06.2015 às 10:29

A Microsoft surpreendeu todo mundo durante a última E3 com sua demonstração do HoloLens. A gente já sabia que os óculos de realidade aumentada da empresa eram promissores, mas o que foi visto na conferência mostrou que a tecnologia tem um potencial bem maior do que muitos acreditavam. No entanto, isso não quer dizer que o projeto não tenha suas falhas.

O Gizmodo testou a novidade e destacou um ponto bem importante da experiência com o produto. Segundo a página, o campo de visão dos óculos é bem limitado, fazendo com as imagens apareçam apenas à sua frente e que qualquer movimento para o lado com os olhos faça com que o conteúdo simplesmente suma de vista. E parece que isso não é algo que vai mudar muito em sua versão final.

De acordo com um dos responsáveis pelo projeto, Kudo Tsunoda, ainda que o HoloLens tenha muito a evoluir ao longo de seu desenvolvimento, ele acredita que essa limitação é algo que não vá mudar muito em relação àquilo que os jornalistas viram durante a feira. Segundo ele, a diferença entre o resultado final e o que foi percebido no evento não vai ser tão grande assim.

Por outro lado, ele destaca as demais especificidades dos óculos para a criação de uma experiência única, como a utilização do áudio espacial para que o usuário sinta o que há à sua volta a partir do som — algo que o Rift e o Morpheus também propõem.

Além disso, Tsunoda aponta o fato de que o HoloLens não é um acessório específico para games, embora também possa ser usado para isso. Para ele, a Microsoft está pensando em um conceito como se ele fosse um computador independente e, por isso, cada pessoa vai encontrar seu uso específico para a nova tecnologia. Os jogadores vão ter aplicações para a novidade, assim como quem usa o PC para fazer ligações pelo Skype ou mesmo para descobrir coisas novas. A empresa não está trabalhando em torno de uma ou outra possibilidade, mas em fazer com que o produto seja realmente plural e que agrade diferentes perfis de usuários.

Ainda assim, o executivo acredita que as aplicações dos óculos não devem variar muito daquilo que as pessoas já fazem normalmente em um PC, seja para pesquisar algo, se comunicar ou mesmo buscar entretenimento. O que vai mudar, na verdade, é a forma como elas fazem isso e os níveis de interação que o recurso oferece. E isso fica ainda mais claro quando lembramos que todos os apps universais do Windows 10 terão suporte ao HoloLens. Desse modo, Tsunoda acredita que o computador e os óculos vão criar uma combinação bem interessante na forma como cada indivíduo se relaciona com seus afazeres.

Via: Gizmodo