Build 2015: MS apresenta solução de data warehouse elástico baseado no Azure

Por Redação | 29 de Abril de 2015 às 16h56

A Microsoft está a todo vapor na Build 2015, conferência anual da empresa voltada para desenvolvedores e profissionais de TI que utilizam as plataformas da companhia. E, como não poderia deixar de ser, ela aproveitou o evento para anunciar um novo serviço para sua linha de banco de dados baseado na nuvem. Batizada de Azure SQL Data Warehouse, a novidade chegará em versão de testes já no mês de junho.

Segundo a empresa de Redmond, a ideia do novo serviço é ampliar o acesso dos negócios aos data warehouse-as-a-service, com ofertas que vão escalonando de acordo com as necessidades de cada cliente. Com isso, a expectativa é democratizar o acesso aos armazéns de dados, oferecendo-os a todo tipo de negócio, já que cada um pagará apenas pelo que usar. O movimento é semelhante ao que já acontece atualmente com os ditos servidores elásticos, cuja cobrança é feita com base no consumo de recursos e/ou transferência de dados pelo cliente.

Segundo o vice-presidente corporativo da Microsoft, T.K. Rengarajan, o serviço fará distinção entre armazenamento e consultas, cobrando os clientes apenas quando eles precisarem executar consultas à base de dados. É importante lembrar, no entanto, que estamos falando de ambientes corporativos, cujas queries são gigantescas e geralmente consomem uma quantidade absurda de tempo e recursos de um servidor de banco de dados. Portanto, com isso em mente, faz sentido um modelo de negócio que prioriza a cobrança por consulta ao invés do pacote completo do servidor.

Painel exibido pela Microsoft mostra os diferenciais do SQL Data Warehouse em relação ao Redshift da Amazon. Destaque fica para o balanceamento do servidor, que destina mais recursos para queries mais pesadas.

Painel exibido pela Microsoft mostra os diferenciais do SQL Data Warehouse em relação ao Redshift da Amazon. Destaque fica para o balanceamento do servidor, que destina mais recursos para queries mais pesadas (Imagem: Reprodução / TechCrunch)

A gigante de software ressalta, porém, que isso não significa que os clientes sofrerão com lentidão por não estarem investindo em um servidor de banco de dados dedicado, pelo contrário. Segundo Rengarajan, o Azure SQL Data Warehouse contará com todos os recursos de uma base de dados convencional, como Full Indexing, partições e indexação de colunas e, ao contrário do que acontece com outras soluções, se ajustará da melhor forma possível para entregar os resultados das queries em alguns minutos e não em horas. Além disso, o executivo garantiu que toda a plataforma poderá ser integrada com ferramentas como PowerBI para a visualização de dados, Azure Machine Learning, Azure Data Factory para processamento de eventos e o serviço de análise de Big Data do Azure baseado no HDInsight da Hadoop.

Fora todas essas vantagens, tudo será feito utilizando a boa e velha SQL, conhecida não apenas por administradores de banco de dados, mas também por programadores e desenvolvedores de todo o mundo - o que facilita a compreensão e atrai profissionais para adotarem a novidade.

Saiba mais: Conhecendo a arquitetura de Data Warehouse

Com informações do TechCrunch

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