Brasil demora na adoção na TI para reduzir custos, diz CEO da Ariba

Por Leandro Souza | 19 de Maio de 2016 às 07h33
photo_camera SAP/divulgação

As empresas brasileiras estão demorando a tomar as decisões necessárias para otimizar suas operações e reduzir custos. Quem afirma isso é Alex Atzberger, CEO da Ariba, empresa controlada pela SAP e especializada em solução de gestão para grandes e médias empresas.

A SAP adquiriu a Ariba em 2012, determinada a reforçar seu já tradicional portfólio de soluções de gestão integrada (ERP) com capacidades de e-procurement. Para quem não conhece o conceito de e-procurement, o Ariba centraliza em sua plataforma cloud as informações de compra das empresas, controlando os processos com clientes e fornecedores em uma única solução. A SAP comprou o software por aproximadamente US$ 4,4 bilhões, alinhando o produto com o seu ERP, carro-chefe da multinacional alemã.

De um ano para cá, a companhia alemã intensificou sua estratégia de negócios com o Ariba, o que incluiu os clientes brasileiros. Segundo Atzberger, que falou com exclusividade para a reportagem do Canaltech, a janela de oportunidade para o Brasil é grande devido ao cenário econômico, que está obrigando as companhias a investirem em soluções de gestão para reduzir custo.

"O Ariba é um produto que atende a uma das principais demandas do mercado de hoje, o de digitalizar as operações de compra, capaz de trazer agilidade para as grandes empresas, mas também empoderar as de menor porte com as melhores decisões. Além disso, é um produto 'standalone' que opera independente de outras aplicações da SAP", explica o executivo.

Para reforçar esta última declaração, Atzberger frisa que o software, apesar de estar sob o "guarda-chuva" da SAP e ter funcionalidades otimizadas para trabalhar em conjunto com outras plataformas da empresa alemã, como o recente ERP S/4 Hana, é aberto para a integração com outras soluções de outros players, parte onde entra o ecossistema de canais.

Segundo Atzberger, o Brasil, aos poucos, está se tornando um ponto focal para o Ariba. Na metade do ano passado, a empresa intensificou a oferta da solução localmente, aumentando a sua rede de canais e integradores habilitados, chegando a cerca de cerca de quinze nomes e contando com consultorias internacionais como Accenture, CSC, Deloitte, assim como players especializados como Sonda, T-Systems, Neoris, Fusion e Stratesys.

O presidente executivo da Ariba não deu detalhes sobre quanto o Brasil cresceu na adoção do produto, mas afirmou que algumas verticais estão demonstrando maior interesse neste tipo de solução, como é o caso de empresas de telecomunicações e companhias aéreas.

"A Ariba já tem um histórico com empresas do setor de Óleo e Gás no país, mas o atual cenário brasileiro está levando companhias de outros setores a também otimizar suas operações de procurement para reduzir custos e levar esse valor à ponta final de sua cadeia, que é o cliente", afirmou Atzberger, sem dar detalhes das empresas que usam ou as que estão de olho em adotar o Ariba.

De acordo com ele, a companhia está preparada para acompanhar o passo natural que as empresas brasileiras terão de tomar ao digitalizar suas operações, adotando soluções de gestão e de procurement. Para o executivo, a maioria dos CIOs já sabem que a mudança é inevitável caso elas queiram se manter competitivas.

"O desafio, no momento, é saber o quão rápido elas vão se adaptar a esse novo mercado, o que definirá a sobrevivência delas para o futuro", finaliza o CEO da Ariba.

Canaltech no Facebook

Mais de 370K likes. Curta nossa página você!