Bitcoins têm queda brusca e chegam a ficar abaixo dos US$ 15.500

Por Redação | 20 de Dezembro de 2017 às 09h59
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A noite desta terça-feira (19) foi de susto para os investidores e entusiastas das Bitcoins, com o valor das moedas virtuais apresentando perdas de milhares de dólares em poucas horas. De acordo com os dados da Coindesk, um dos principais monitores da cotação no mundo, um movimento de queda começou em torno das 22 horas, no horário de Brasília, chegando a acumular uma baixa de quase 10%.

Com isso, a moeda, que vinha operando de forma estável entre os US$ 16,5 mil e US$ 17 mil ao longo dos últimos dias, chegou a um patamar abaixo dos US$ 15.500, apresentando picos e quedas sucessivas nas horas seguintes, até voltar à estabilidade. No momento em que esta reportagem é escrita, as moedas são negociadas a US$ 17.302 a unidade, uma baixa de 1,7%.

Tudo aconteceu devido a problemas nas operações do Bitcoin Cash, uma alternativa às moedas virtuais. A nova modalidade foi lançada no começo do ano e começaria a ser trabalhada pela Coinbase, um dos principais câmbios de criptomoedas do mundo, nesta terça-feira (19). Entretanto, apenas horas depois do começo das negociações, a alternativa começou a atingir um pico de valorização, o que levou à suspensão de toda compra e venda de unidades.

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As suspeitas, de acordo com a Coinbase, são de insider trading, com indivíduos que conheciam as informações internas sobre data e horário do começo das negociações começando a trabalhar na valorização da moeda antes mesmo do lançamento das operações. O Bitcoin Cash teve valorização de mais de 100% nas horas que antecederam o lançamento e, logo depois, chegou à marca dos US$ 8 mil, o que acabou levando à suspensão da compra e venda.

Apenas o envio e recebimento de moedas já adquiridas permaneceram operando, com a Coinbase afirmando que vai reativar as negociações nesta quarta-feira (20). Além disso, a empresa disse ter lançado uma investigação interna para descobrir se seus funcionários, parceiros ou empresas contratadas estão envolvidos com insider trading - nesse caso, contratos serão finalizados e as ações legais cabíveis devem ser tomadas.

O cancelamento emergencial das transações, entretanto, levou a mais um dos tão citados casos de alta volatilidade no mercado de Bitcoins. Não houve razão para desespero, já que a turbulência durou apenas algumas horas e tudo voltou a um patamar o mais próximo possível do original. Para entusiastas, entretanto, foi motivo de preocupação enquanto detratores ficavam atentos quanto à possibilidade de estouro de uma bolha que muitos afirmam existir nesse mercado.

A flutuação, entretanto, foi sentida de forma diferente de acordo com o país. No Brasil, por exemplo, a moeda que vinha sendo negociada a mais de R$ 67 mil chegou a bater um valor abaixo dos R$ 62.500 por algumas horas; por outro lado, retornou ao patamar anterior de maneira mais rápida. No momento em que esta reportagem é escrita, a unidade é negociada por R$ 66.740. Já na Coreia do Sul, onde as Bitcoins têm um dos maiores valores mundiais, a turbulência foi sentida com ainda mais impacto, numa redução que chegou a mais de 15% antes da recuperação.

No país, ainda, os temores eram maiores depois da informação de que o Youbit, um dos principais câmbios de criptomoedas da Coreia do Sul, abriu pedido de falência após o segundo ataque hacker apenas neste ano. 17% de todo o seu capital em moedas virtuais teria sido roubado como fruto da ação, o que preocupou clientes e instituições do país. A negatividade, entretanto, não apresentou tantos reflexos assim no mercado mundial, justamente devido à força maior que Bitcoins e outras modalidades possuem no país asiático.

Fonte: Business Insider

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