Bitcoins atingem maior volume de investimentos, mas adoção vem caindo

Por Redação | 27 de Abril de 2015 às 11h46

Para cada esforço de regulamentação e transformação das Bitcoins em uma moeda virtual “mainstream”, temos também um caso de falência ou irregularidade. E é justamente esse contraste de fatores que pode ser visto em um relatório sobre as criptomoedas revelado pela CoinDesk, que mostra que, nos primeiros três meses de 2015, o dinheiro virtual alcançou seu recorde histórico de investimento, mas, na mesma medida, também viu sua taxa de crescimento cair em 36%.

A ideia geral da consultoria especializada nesse mercado é de que os esforços para acertar esse segmento estão fazendo bem para quem já está nele, mas ainda não são suficientes para criar novas adesões. Entre janeiro e março deste ano, 1 milhão de novas carteiras de Bitcoins foram criadas, fazendo com que o total saltasse de 7,4 milhões para 8,4 milhões. É um aumento de 14% no geral, claro, mas uma queda significativa no volume de crescimento.

Enquanto isso, o maior volume de investimentos já feitos em Bitcoins foi registrado no trimestre, com uma rodada de aporte de US$ 116 milhões sendo a principal responsável por esse número. O montante foi colocado em uma empresa chamada 21, uma startup que recebeu dinheiro de gente graúda do mercado de tecnologia, como executivos do Dropbox, Qualcomm, eBay, Expedia, PayPal e Zynga. O que ela vai fazer com tudo isso, porém, ainda não se sabe ao certo, já que os planos foram mantidos em sigilo, mas estariam relacionados à própria moeda virtual e criação de sistemas para movimentação, transferência e utilização.

Além dos já citados US$ 116 milhões, usuários da moeda pulverizaram mais US$ 113 milhões em diversas companhias e serviços, um valor semelhante ao registrado no último trimestre de 2014, mas que foi mais do que dobrado pelo aporte de dinheiro feito na 21. Pode ser um passo importante para que o criptodinheiro seja visto com maior confiabilidade como uma maneira de investir. Contudo, de acordo com a CoinDesk, ainda não dá para dizer que essa é uma maneira vista como segura pelo mercado.

Apesar disso, a consultoria acredita que essa desaceleração no crescimento pode acabar não se configurando como uma tendência a longo prazo e que se as notícias positivas sobre as Bitcoins continuarem sendo mais frequentes que as negativas, esse movimento pode ser revertido. Mais do que isso, a associação de grandes nomes do mercado de tecnologia às moedas pode ser vista como um incentivador para que outros investidores também passem a trabalhar com a moeda e isso, sim, deve acabar trazendo mais usuários para a plataforma.

Fontes: CoinDesk, TechCrunch

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