Biggy quer melhorar recomendação de produtos no e-commerce nacional com big data

Por Rafael Romer | 27 de Julho de 2016 às 23h03
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Focada no fornecimento de soluções de recomendações de produtos customizadas para clientes de e-commerce, a Biggy chega oficialmente ao mercado brasileiro nesta semana após um período longo de gestação dentro de sua "empresa-mãe", a fornecedora de soluções de e-commerce Atma IT Solutions.

Através de ferramentas de big data e analytics, a plataforma da companhia utilizará uma combinação de histórico de navegação em sites, dados comportamentais captados em redes sociais e até informações coletadas em lojas físicas para criar perfis de clientes, a fim de entregar sugestões customizadas de produtos e serviços para cada usuário. A empresa estima que as capacidades de big data da plataforma têm potencial de aumentar em até 40% as conversões de clientes nos usuários recorrentes.

"Hoje existem produtos que são mais indicações do que recomendações. No nosso caso, as recomendações são direcionadas, nós acompanhamos o comportamento do cliente dentro do ambiente de comércio eletrônico para gerar um perfil e fazer um recomendação de aquisição", explicou o co-fundador Fábio Gaia, que falou ao Canaltech durante o Fórum E-commerce Brasil, na primeira aparição pública da nova empresa.

Com o investimento da Biggy, Gaia retorna agora ao mercado de tecnologia do país após três anos de "hiato", desde que deixou a presidência da Officer Brasil – distribuidora que fundou na década de 80. Também completam o time da companhia os ex-Officer Fernando Barros e Gustavo Vedotti, além de Alan Prando, engenheiro de software responsável pela primeira formatação da plataforma da Biggy ainda durante seu mestrado, em 2013.

Em um primeiro momento, a empresa desembarca no mercado com duas ofertas centrais, ambas para a entrega sugestões customizadas de produtos e serviços via e-mail para consumidores de seus clientes. Até outubro, a Biggy deverá lançar uma terceira solução, desenhada para criar vitrines de sugestões dentro dos próprios websites de clientes.

De acordo com Gaia, a companhia deverá focar suas soluções "na ponta do iceberg" dos e-commerce brasileiros no início de suas operações, buscando clientes de grande escala, com iniciativas estabelecidas de big data. Nos próximos três anos, a companhia espera estar presente em 30% das transações dos maiores varejistas digitais nacionais.

A estratégia, no entanto, é criar uma rede de parceiros e canais que permitam entregar e suportar a solução também para pequenos e médios negócios do país, atingindo o potencial dos e-commerces menores que buscam se diferenciar e entender o comportamento do cliente através do big data. Para isso, a empresa deverá trabalhar até o final do ano em uma versão da plataforma na qual todas as opções de customização poderão ser controladas pelo próprio cliente, o que simplificará e diminuirá o custo de adesão da plataforma para PMEs.

Desde março a empresa já tem trabalhado com a plataforma ativa entre alguns clientes pilotos, a processando hoje cerca de 16 milhões de requisições por dia a uma média de 2 terabytes de dados por mês. Entre os primeiros e-commerces a adotar a plataforma da Biggy estão a Loja do Flamengo, a Under Armour e a Centauro – que já viu um aumento de 6% em vendas no período.

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