Baterias mal-instaladas causaram explosões do Note 7, diz jornal

Por Redação | 20 de Janeiro de 2017 às 11h13
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No próximo domingo (22), a Samsung fará um anúncio oficial para comentar as razões das explosões das baterias do Galaxy Note 7, o que ocasionou o recall e suspensão da fabricação e venda de um de seus principais produtos em 2016. Entretanto, fontes adiantaram que o problema se deu em função de tamanhos irregulares de bateria e erros de fabricação.

A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal, que teve acesso a fontes ligadas à Samsung. De acordo com o jornal, a empresa sul-coreana constratou três consultorias independentes para fiscalizar as práticas de controle de qualidade e fabricação do Note 7.

Conforme as fontes revelaram, as consultorias detectaram duas falhas no processo de fabricação do Note 7 que determinaram os problemas sofridos pelos compradores do dispositivo.

A primeira falha é referente aos aparelhos que usaram as baterias fornecidas pela subsidiária Samsung SDI. De acordo com as investigações, elas não encaixaram devidamente no smartphone, o que ocasionou superaqucimentos e, em alguns casos, exploões. Esta possibilidade já tinha sido levantada por especialistas da área na época em que os problemas ocorreram.

Segundo as consultorias, a primeira falha é diretamente ligada à segunda. Por conta destes problemas e a primeira onda de recalls, a Samsung apressou a produção de novos aparelhos com a empresa Amperex Technology, de Hong Kong. Isso teria ocasionado falhas de fabricação ainda desconhecidas, por conta da pressa em ter novos smartphones no mercado.

O Note 7 teve cerca de 4,5 milhões de aparelhos recolhidos no ano passado, e cerca de 2 milhões foram vendidos. Em termos financeiros, analistas estimaram que a Samsung teve prejuízos de até US$ 17 bilhões com o incidente.

Fonte: The Verge