Ballmer admite que errou ao dizer que o iPhone nunca venderia

Por Redação | 07 de Novembro de 2016 às 14h51

Nunca é tarde demais para rever conceitos e opiniões. Veja o exemplo do polêmico ex-CEO da Microsoft, Steve Ballmer. Em 2007, o então presidente da companhia de Redmond desdenhou o lançamento da concorrente da Apple na época: um tal de iPhone. Na ocasião, Ballmer afirmou que o produto era caro demais e não teria apelo entre os consumidores.

Entretanto, em uma nova entrevista com a Bloomberg, Ballmer revisitou seus comentários e afirmou que gostaria de ter pensado em algumas das ideias da Apple na época para se manter forte no segmento de smartphones.

Em 2007, Ballmer afirmou que o iPhone era o telefone mais caro do mundo ao custar US$ 500, e que não atrairia compradores por não vir com um teclado físico. Ballmer também criticou o plano da Apple de atrelar a venda do aparelho a planos subsidiados com operadoras.

Passados nove anos, Ballmer admitiu em entrevista que o plano da Apple em firmar acordos com as operadoras foi acertado, e que gostaria de ter pensado nisso antes com os smartphones da Microsoft.

"As pessoas gostam de frisar essa frase em que disse que os iPhones não venderiam. Bem, o preço de US$ 600 ou US$ 700 era muito alto, mas o modelo de negócio da Apple foi o de essencialmente incorporar este preço no preço da conta de telefone", afirmou Ballmer.

Além disso, o ex-CEO da Microsoft admitiu que a Microsoft demorou para entrar no segmento de smartphones e tablets. "Eu teria migrado para o segmento de hardware mais rápido e reconhecido que o que tínhamos no PC, onde existia uma separação de chips, sistemas e software, não ia se reproduzir no mundo mobile", observou Ballmer.

À parte de suas incursões no mobile com a compra mal-sucedida da Nokia, a Microsoft só entrou de fato no segmento de hardware em 2012 com o lançamento do Surface RT, que teve vendas fracas e rendeu um prejuízo de US$ 900 milhões para a empresa na época. Atualmente, o Surface está melhor no portfólio da companhia, rendendo mais de US$ 4 bilhões em receita no último ano.

Fonte: MacRumours