B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo da tecnologia corporativa (6/7 a 10/7)

Por Stephanie Kohn | 10 de Julho de 2020 às 18h36
Canaltech

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Novos recursos

A Microsoft anunciou nesta quarta-feira (08) os novos recursos do Teams, sua plataforma unificada de comunicação, voltada tanto para o usuário final, como também - e principalmente - para empresas, instituições de ensino e órgãos governamentais.

Modo Juntos
De acordo com a Microsoft, o modo Juntos é uma nova experiência de reunião no Teams que usa a tecnologia de segmentação de Inteligência Artificial (IA) para colocar digitalmente os participantes em um plano de fundo compartilhado, fazendo parecer que todos estão sentado na mesma sala com todos os outros membros da reunião ou aula.

Visualização dinâmica
Embora o modo Juntos ofereça uma nova experiência de reunião, a Microsoft afirma que ele não é voltado para todas as reuniões. No entanto, com o novo recurso de Visualização Dinâmica, a companhia quer quer as videoconferências tradicionais, que as pessoas usam todos os dias no Teams, também possam ser mais envolventes. Com isso, essa nova funcionalidade traz um conjunto de aprimoramentos para oferecer mais controle sobre como o usuário vê o conteúdo compartilhado e outros participantes.

Filtros de vídeo
Assim como já são usados em aplicativos de fotografia e mídia social, o Teams passa também a contar com filtros de vídeo. Antes de ingressar em uma reunião, o usuário pode utilizá-los para ajustar sutilmente os níveis de iluminação e suavizar o foco da câmera para customizar sua aparência.

Extensão de mensagens Reflect
Batizada de Reflect, esta nova extensão de mensagens permite aos gerentes, líderes e professores verificar como a equipe ou os alunos estão se sentindo durante uma videoconferência - em geral ou sobre um tópico específico, como equilíbrio entre vida profissional e pessoal, status de um projeto, eventos atuais ou mudanças dentro da organização.

Confira as demais novidades, aqui.

É bi!

O CEO da Amazon, Jeff Bezos, quebrou seu próprio recorde e se tornou o homem mais rico vivo, de acordo com o índice de bilionários da Bloomberg. Bezos agora tem uma fortuna estimada em US$ 171,6 bilhões, superando seu último recorde de US$ 167,7 bilhões.

Antes disso, o auge de sua fortuna se deu em 2018, antes de ele se divorciar de Mackenzie Bezos.

Grande parte de seu dinheiro vem da Amazon, já que ele possui 57 milhões de ações da companhia. Apesar da pandemia, a empresa tem vendido mais do que nunca devido ao isolamento social e o aumento das compras online. Na semana passada, a empresa bateu recorde de valorização com cada papel valendo mais de US$ 3 mil.

Durante a pandemia, o empresário de 56 anos ganhou aproximadamente US$ 56,7 bilhões. Isso porque as ações da companhia subiram cerca de 64% no ano e quase dobraram de março para cá.

Reforço no time

A IBM anunciou nesta quarta-feira (08) que chegou a um acordo definitivo para adquirir a WDG Soluções Em Sistemas E Automação De Processos LTDA, também conhecida como WDG Automation. Trata-se de uma empresa brasileira de software especializada em automação robótica de processos (RPA – sigla para Robotic Process Automation). Os valores da operação não foram divulgados, sendo que a transação está sujeita a condições habituais de fechamento. É esperado que a conclusão aconteça no terceiro trimestre de 2020.

De acordo com a IBM, o objetivo da aquisição amplia suas capacidades em automação com infusão de inteligência artificial, abrangendo desde processos de negócios a operações de TI. Ao incorporar as capacidades de RPA da WDG Automation às suas soluções existentes de automação com infusão de IA, os líderes de negócios, incluindo Chief Operating Officers (COOs) e Chief Information Officers (CIOs), terão maior acesso à automação inteligente por meio de robôs de software e que atendem desde os processos de negócio até as operações de TI.

Novas opções

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) anunciou na última quarta-feira (08) 12 novas opções de domínios ".br", que estarão disponíveis para registro a partir do dia 20 de julho. Eles serão integrados aos mais de 130 DPNs (Domínios de Primeiro Nível) já existentes, entre as categorias de genéricos, pessoas físicas , profissionais liberais, pessoas jurídicas e cidades .

As novas opções de domínios são direcionadas a uso mais genérico - para determinados setores como Tecnologia, Transporte, Logística e Segurança - e também a profissionais liberais - como bibliotecários, enfermeiros, designers, entre outros. São eles:

Genéricos:

app.br - aplicativos
dev.br - desenvolvedores e plataformas de desenvolvimento
log.br - transportes e logística
seg.br - segurança
tec.br - tecnologia
Profissionais liberais

bib.br - bibliotecários e biblioteconomistas
des.br - designers e desenhistas
det.br - detetives e investigadores particulares
enf.br - profissionais de enfermagem
coz.br - profissionais de gastronomia
geo.br - geólogos
rep.br - representantes comerciais

Maus lençóis

Uma auditoria de direitos civis informou nesta quarta-feira (8), que o Facebook não fez o suficiente para proteger seus usuários contra discriminação, desinformação e incitação à violência. O relatório da empresa, contratada pela própria rede social há dois anos, apontou uma série de decisões prejudiciais da empresa, incluindo não intervir em publicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas últimas semanas.

O documento veio à tona em um momento complicado para o Facebook. Cerca de 900 anunciantes, incluindo grandes marcas, como a Coca-cola, aderiram a um boicote promovido por grandes grupos de direitos civis dos EUA. “Muitos na comunidade de direitos civis ficaram desanimados, frustrados e irritados após anos de engajamento, nos quais imploraram à empresa que fizesse mais para promover a igualdade e combater a discriminação, além de proteger a liberdade de expressão”, escreveram os auditores.

O Facebook encomendou a auditoria em 2018 como parte de sua resposta a uma série de críticas sobre questões como privacidade de dados, repressão de eleitores, incitação à violência e falta de transparência na publicidade política.

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