B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo da tecnologia corporativa (6/4 a 10/4)

Por Stephanie Kohn | 10 de Abril de 2020 às 16h00
Canaltech

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Rumor

O Google anunciou em meados de março que iria oferecer acesso gratuito a recursos avançados do Google Meet a mais usuários do G Suite até o dia 1º de julho. Isso significa que as pessoas podem realizar reuniões com até 250 participantes, transmitir ao vivo para até 100 mil espectadores em um único domínio, e gravar e salvar reuniões no Google Drive sem pagar nada por isso. Normalmente, a gigante de Mountain View cobra R$ 112 por mês para que oferecer acesso a todas essas ferramentas - já que fazem parte da plataforma Enterprise do G Suite.

Agora, uma fonte interna do Google confirmou com exclusividade ao Canaltech que o Google Meet passará a ser disponibilizado de forma independente da plataforma G Suite para concorrer com serviços como o Zoom. Assim, qualquer pessoa - mesmo sem Gmail ou conta no G Suite - poderá criar reuniões virtuais. A fonte ainda informou que na versão gratuita haverá restrições de quantidade de participantes e limitações de recursos, e a versão paga será igual ao que é oferecido hoje apenas aos clientes Enterprise do G Suite.

A principal diferença é que com o Google Meet fora do G Suite será possível assiná-lo de forma independente, sem precisar pagar por toda plataforma. E, como foi dito anteriormente, pessoas com qualquer serviço de email poderão ter acesso aos recursos - assim como acontece com o Zoom. Segundo a fonte, a novidade deve ser anunciada no fim do mês.

Queda

Estudos da consultoria IDC (IDC Brazil PCs Tracker 2019, IDC Brazil Quarterly Hardcopy Tracker 2019 e IDC Brazil Tablets Tracker 2019) revelaram que de janeiro a dezembro de 2019 as vendas de computadores e impressoras no Brasil cresceram 2,6% e 3,1%, respectivamente, e as de tablets caíram 7,4% na comparação com 2018.

Foram vendidos 5,8 milhões de computadores, 2,4 milhões de impressoras e 3,3 milhões de tablets. Em receita, os mercados de computadores e tablets registraram aumento na comparação com 2018. A alta foi de 14,7% e 5,4%, com R$ 18,9 bilhões e R$ 2,02 bilhões, respectivamente. Já o mercado de impressoras teve queda de 1,3%, com faturamento de US$ 659 milhões.

No mercado de computadores e impressoras, a expectativa da IDC Brasil até agora é fechar o ano com alta de 0,6% e 2%, respectivamente. Já o mercado de tablets deve ter queda de 5,8%. Mas, segundo o analista da IDC Brasil, com a pandemia de COVID-19, esses mercados podem registrar queda de até dois dígitos. “Estamos trabalhando em conjunto com clientes e parceiros para prever cenários com os possíveis impactos da pandemia”, finaliza.

Liderança

Arvind Krishna, novo CEO da IBM, assumiu o cargo nesta segunda-feira, 6, e pediu "foco maníaco" na Inteligência Artificial e na nuvem híbrida, as principais áreas que a gigante da tecnologia pretende dominar.

O novo CEO é conhecido por liderar o novo plano da IBM de nuvem híbrida, uma tendência mundial em que as empresas associam nuvem privada e pública. Krishna disse que a empresa espera que essa seja uma oportunidade de mercado de US$ 1,2 trilhões.

Além da nuvem, a IBM também está com planos agressivos de explorar seus recursos de pesquisas, especialmente na área de Inteligência Artificial. "A cloud híbrida e a IA são duas forças dominantes que têm proporcionado mudanças para nossos clientes e precisam estar no foco de toda companhia", reforçou na carta.

Nova geração

A Cognizant, empresa de tecnologia e negócios, preparou um estudo sobre a geração Z, os jovens nascidos a partir de 1997, para entender as tendências de comportamento do grupo que está ingressando no mercado de trabalho e consequentemente consumindo mais.

Apesar de ser mais conectada do que seus pais e avós, a geração Z é a menos otimista a respeito do impacto da internet na sociedade: um em cada três acredita em influência mais negativa.

Até por essa tendência de ficarem muito tempo conectados, a geração Z se preocupa em manter seus dispositivos e softwares trabalhando bem, de modo que 40% passam três ou mais horas semanais atualizando celulares, computadores e smart devices.

Uma das diferenças mais marcantes entre as gerações é como elas veem a questão da privacidade dos dados pessoais. Segundo a pesquisa, as pessoas mais velhas tendem a se preocupar mais sobre como informações coletadas on-line podem ser usadas contra elas. 45% dos millennials e 46% da geração X têm essa preocupação, ante 37% da geração Z. Aliás, 32% dos entrevistados nessa faixa etária não se preocupam com a privacidade de seus dados on-line.

Por outro lado, dois terços dos entrevistados temem que empresas tenham muito conhecimento a respeito das atividades online deles. Esse comportamento também se reflete na geração Z. Para conhecer o estudo completo, acesse a matéria.

Resultados

Um grupo de analistas do Well Fargo, uma das maiores instituições de serviços financeiros dos EUA, mostrou quais das 11 divisões da Disney ganharam ou perderam valor de mercado no meio dessa crise. Confira na tabela abaixo:


De modo geral, os analistas do Well Fargo preveem que a Disney, como um todo, perca 26% de valor de mercado por causa da pandemia - atualmente, o conglomerado tem valor de mercado de US$ 213 bilhões.

Conteúdo Extra - Dica de curso gratuito

A StartSe, escola de negócios voltada para a nova economia, lançou o Re.StartSe, um programa online gratuito de capacitação voltado para a nova economia. O curso reúne especialistas em negócios e inovação do Brasil, Vale do Silício e China e tem total de 100 horas de aulas. Em pouco mais de uma semana no ar, o Re.StartSe atingiu um público de quase 50 mil pessoas, numa audiência média diária que supera a casa dos 8 mil visualizadores, divididos em plataformas diversas.

Com base nas últimas grandes crises e também nas empresas monitoradas pela StartSe no Vale do Silício e na China, o programa vai falar sobre oito pontos fundamentais: 1. Gestão de Crise; 2. Retenção e Aquisição de Clientes; 3. Estratégias de Vendas Digitais; 4. Fluxos Financeiros; 5. Alinhamento de Pessoas; 6. Novos Padrões de Consumo; 7. Novos Modelos de Negócio e 8. O Ponto de Virada. A primeira edição está marcada para os dias 14, 15 e 16 de abril, das 9h às 12h, sempre ao vivo.

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