B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo da tecnologia corporativa (4/5 a 8/5)

Por Stephanie Kohn | 08 de Maio de 2020 às 15h30
Canaltech

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Impactos do COVID-19

Mais duas grandes startups do setor anunciaram grandes cortes de funcionários essa semana: Uber e Airbnb. O Uber informou, por meio de um documento à SEC (Securities and Exchange Commission), que deverá dispensar 3,7 mil funcionários e que o CEO, Dara Khosrowshahi, irá renunciar seu salário base até o fim do ano - cerca de US$ 1 milhão. As demissões nos times de suporte e aquisição de clientes vai representar cerca de 14% de sua força total de trabalho. Atualmente a empresa conta com 26,9 mil colaboradores.

A empresa foi fortemente afetada com a chegada da pandemia devido ao isolamento social e lockdown em diversas cidades. As reservas globais da empresa diminuíram 80%, de acordo com um relatório da mídia digital The Information. A decisão final será informada em duas semanas.

Já o Airbnb demitiu 25% do seu quadro de funcionários mundo afora, totalizando cerca de 1,9 mil pessoas. Em um memorando enviado aos funcionários da empresa por Brian Chesky, CEO da Airbnb, o executivo reconheceu a gravidade da situação e prometeu que a companhia voltará ao seu status pré-COVID, se não em breve, pelo menos, em algum momento.

Antes das demissões, a Airbnb possuía 7,5 mil funcionários. Além disso, a startup interromperá projetos relacionados a hoteis, uma divisão de transportes e estadias de luxo. Os funcionários dos EUA atingidos pela demissão receberão 14 semanas de remuneração base, mais uma semana adicional por ano em que trabalharam na companhia, de acordo com o comunicado de Chesky. Eles também terão 12 meses de assistência médica. O dia 11 de maio será o último dia útil para aqueles que foram dispensados da companhia, tanto nos EUA, quanto no Canadá.

Outro mercado que será fortemente impactado com a pandemia é o setor de telecom. De acordo com a IDC, 43% das médias e grandes empresas brasileiras afirmaram que irão reduzir seu orçamento dedicado à Telecom em 2020, contra 35% que irão aumentar. Globalmente os números diferem: 39% irão aumentar e 36%, reduzir.

No geral, o impacto da COVID-19 no Mercado de Telecomunicações na América Latina será de US$ 4,3 bilhões em 2020 - incluindo segmentos B2C e B2B em voz fixa, dados fixos, voz móvel e dados móveis.

Novos ares

A Intel essa semana que acaba de dar mais um passo no caminho da mobilidade inteligente. Segundo as informações divulgadas pela própria companhia, a fabricante de chips adquiriu a Moovit, aplicativo de transportes usado por 800 milhões de clientes entre empresas privadas e operadoras de transporte. A compra custou aproximadamente US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,9 bilhões) à Intel.

A novidade é mais do que apenas a anexação de um serviço altamente promissor ao portfólio da fabricante de semicondutores. Para a marca, reconhecida pelos processadores, os planos são lançar uma frota de táxis autônomos já em 2022, que deve chegar a centenas de cidades de todo o mundo até 2030.

Esse é um dos aspectos nos quais a Intel aposta ao dizer que deseja se tornar fornecedora de soluções completas de mobilidade, um mercado com receita estimada de US$ 160 bilhões, até o final desta década. É um movimento que começou em 2018, quando a companhia investiu US$ 50 milhões na Moovit.

Guess who's back?

Depois de ter a sua participação de mercado reduzida a quase zero, em setembro de 2013, a Nokia resolveu vender a sua divisão de mobile e serviços para Microsoft e passou a se concentrar apenas no fornecimento de infraestrutura de telecomunicações.

Sob a gerência da Microsoft, os modelos da marca também não foram bem. Apesar de oferecer ótimos dispositivos, com bom design e configurações, principalmente os da linha Lumia, o Windows Phone não conseguiu emplacar entre o público como sistema operacional. Com isso, em 2016, a Microsoft jogou a toalha, ficou com as patentes que lhe interessavam e revendeu a marca para FIH Mobile, uma subsidiária da Foxconn, por US$ 350 milhões (um senhor prejuízo, considerando que ela comprara a Nokia por US$ 7,6 bilhões).

Com a venda concretizada, a FIH Mobile fez uma parceria com a também finlandesa HMD Global, para ressuscitar a marca Nokia, dessa vez dotada com o sistema operacional Android,. No final de 2016, os primeiros modelos da “nova Nokia” surgiram no mercado e passaram a ser vendidos nos mercados asiático, africano e europeu.

Agora, a partir do dia 03 de maio, a marca finlandesa finalmente volta ao Brasil, trazendo como primeiro smartphone um modelo de entrada, que leva o nome de Nokia 2.3. Mas, será que o aparelho será páreo aos concorrentes? Veja a matéria completa neste link.

Finalmente

Nessa semana, o Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) regulamentaram o open banking no Brasil. Este padrão permitirá o compartilhamento de dados e serviços bancários entre instituições financeiras por meio da integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia. Tudo, claro, deverá ter a autorização expressa dos correntistas. A implementação começará em novembro e será dividida em quatro fases.

O cronograma começará em 30 de novembro de 2020 e será concluído em outubro de 2021:

Etapa 1: acesso público a dados de instituições participantes do open banking sobre canais de atendimento e produtos e serviços relacionados com contas de depósito à vista ou de poupança, contas de pagamento ou operações de crédito;

Etapa 2: compartilhamento entre instituições participantes de informações de cadastro de clientes e de representantes, bem como de dados de transações dos clientes acerca dos produtos e serviços relacionados na Etapa I;

Etapa 3: compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento entre instituições participantes, bem como compartilhamento do serviço de encaminhamento de proposta de operação crédito entre instituições financeiras e correspondentes no País eventualmente contratados para essa finalidade;

Etapa 4: expansão do escopo de dados para abranger, entre outros, operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência complementar aberta, tanto no que diz respeito aos dados acessíveis ao público quanto aos dados de transações compartilhados entre instituições participantes.

Compras online

O Cuponation, plataforma de descontos online, compilou dados de aumento de redes e de uso dessas plataformas como ponto de vendas nos últimos meses. Segundo o estudo, nas últimas quatro semanas, a taxa de penetração mundial nas redes sociais diariamente foi por volta de 3.81 bilhões de pessoas - ou seja, mais de 50% das pessoas em todo o globo estavam conectadas - , de acordo com a pesquisa do Statista, sistema internacional.

Além disso, segundo o levantamento recente do Centro Regional de Estudos do Brasil, atualmente 78% das empresas brasileiras, sejam elas de porte grande ou pequeno, estão presentes em pelo menos uma mídia social e acreditam que as mídias online podem influenciar parcerias e acarretar um aumento de vendas.

Nesta porcentagem, 57% estão conectadas apenas e exclusivamente para realizar vendas online - o que representa um aumento significativo de investimento dos comerciantes em plataformas digitais no geral. Vale mencionar que em 2017 somente 42% das companhias brasileiras possuíam sites, e no segundo semestre de 2019 este dado totalizava 54%.

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