B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo da tecnologia corporativa

Por Stephanie Kohn | 20 de Setembro de 2019 às 15h24
Canaltech

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo de tecnologia corporativa. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até lançamentos de produtos e serviços empresariais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Novo formato

A realidade aumentada é um recurso que tem conquistado cada vez mais as empresas que buscam conexão com o seu público, e o Facebook está de olho nela para o feed de notícias. A rede social anunciou nesta quinta-feira (19) que lançará novos formatos de propagandas em sua plataforma, que entram em vigor ainda neste ano.

A Trident, por exemplo, usou o recurso de realidade aumentada para sua campanha mais recente. A CD Projekt Red, desenvolvedora de Cyberpunk 2077, também fez o mesmo.

Segundo o Venture Beat, a rede social afirma que os anúncios aumentam o reconhecimento da marca, e a empresa de Menlo Park salienta que 63% dos usuários de Internet ​​dizem que participaram de uma experiência de realidade aumentada criada por uma marca. A WeMakeUp viu um aumento de 27,6% em suas vendas, coincidindo com o lançamento de um anúncio que usou esse artifício.

Espionagem

Mais um capítulo da novela “Huawei versus EUA” apareceu — e este tem proporções mundiais. Segundo informa o Wall Street Journal, a fabricante chinesa foi suspensa do Fórum dos Times de Segurança e Resposta a Incidentes (“FIRST”, na sigla em inglês), uma iniciativa independente que atua no compartilhamento de informações imediatas em casos de grandes invasões a sistemas de segurança, ataques hacker e outras falhas de sistemas em caráter global. Pense nele como um serviço ambulatorial de emergência, só que para cibersegurança.

O motivo, embora não seja expressamente descrito na reportagem do jornal, é o mesmo que levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a emitir uma ordem executiva que proíbe empresas americanas de realizarem negócios ou manterem relações comerciais com a Huawei: a suspeita de que a companhia esteja sendo usada pelo governo da China como vetor de espionagem corporativa contra multinacionais tecnológicas.

Isso pode implicar em problemas mais severos para a Huawei, que, com a suspensão, perde o acesso às primeiras informações de grandes hacks e ataques globalizados. Para o usuário final, isso pode se traduzir, por exemplo, em uma demora maior para o lançamento de pacotes de correção de falhas de segurança nos smartphones e outros dispositivos da empresa. Uma plataforma de compartilhamento automatizado — à qual a Huawei tinha acesso — também será cortada da companhia.

Crescimento

A IDC Brasil divulgou nesta semana os resultados de um estudo que mostra que o mercado brasileiro de computadores teve um leve crescimento no segundo trimestre de 2019. Segundo a consultoria, o segmento teve melhoria de 0,3% no período, vendendo 1,448 milhão de máquinas. Em termos de receita, o setor faturou R$ 4,1 bilhões, valor 12% superior em relação ao segundo trimestre de 2018.

O mercado corporativo, por exemplo, teve alta de 2% no segundo trimestre de 2019, com 536 mil máquinas vendidas, sendo 290 mil desktops e 246 mil notebooks. Segundo Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil, o setor bancário e o de manufatura foram os que mais contribuíram para esse movimento.

No varejo, o crescimento em relação ao segundo trimestre do ano passado foi menor, de apenas 0,5%. Apesar disso, a análise é bastante positiva, principalmente se levarmos em conta os três primeiros meses de 2019, que sofreram queda de 8%. Entre abril, maio e junho deste ano foram vendidos 912 mil computadores, sendo 141 mil desktops, aumento de 12% em relação ao segundo trimestre de 2018, e 771 mil notebooks, queda de 1%.

Vagas de sobra

Em meio a uma enorme crise em que mais de 11 milhões de pessoas estão em situação de desemprego no Brasil, há um setor em que isso não ocorre: o de TI. Na área, há uma enorme quantidade de vagas que não conseguem ser preenchidas, e isso acaba criando algumas situações inusitadas em um país com tanta gente procurando trabalho.

Uma dessas situações acontece no Porto Digital do Recife, o mais relevante parque tecnológico urbano do Brasil, que é composto por 328 empresas que possuem faturamento conjunto de R$ 1,9 bilhão por ano. O Porto possui mil vagas em aberto na área de TI, mas não consegue preenchê-las pela absoluta falta de capacitação dos candidatos.

Em apenas uma das empresas, mais de cinco mil currículos foram avaliados nos últimos meses, mas nenhum possuía as qualificações básicas necessárias para preencher as vagas, que procuram pessoas recém-formadas e oferecem salários entre R$ 2.500 e R$ 3.000.

De acordo com Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, existe um aumento significativo da demanda porque muitas empresas que não são necessariamente da área de tecnologia estão contratando profissionais para fazer a transformação digital. Por esse motivo, a expectativa é de que o Porto dobre o número de funcionários até 2025.

Fusão

Nesta segunda-feira (16), o jornal espanhol El Confidencial anunciou a nova aposta da Telefónica para se expandir no mercado de telecomunicações. Acontece que a empresa espanhola, que atualmente é dona da Vivo, está interessada justamente em comprar uma rival brasileira, a Oi. A compra parcial da concorrente está avaliada em nada menos que 6 bilhões de euros (o que equivale a aproximadamente R$ 27 bilhões).

O jornal diz que a Telefónica não apenas quer tomar medidas defensivas, como a renovação da força de trabalho e a venda de novos ativos para acelerar a reestruturação da empresa, reduzir a dívida e incentivar contribuições, como também quer a Oi, que passa por um momento financeiro muito delicado após entrar em falência e ser resgatada em 2016.

As fontes do jornal espanhol apontam que a Telefónica já chegou até a contratar um banco de investimento como consultor para ajudar na compra parcial ou total da Oi no segundo trimestre do ano, e entrou em contato com o Morgan Stanley em busca de conselhos sobre a aquisição da Oi. Por sua vez, a empresa brasileira contratou em janeiro os serviços do Bank of America para analisar os investimentos almejando aliviar o saldo. Quando a Oi faliu em 2016, sua dívida era de 17 bilhões de euros (cerca de R$ 76 bilhões).

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