B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo da tecnologia corporativa (1/5 a 5/5)

Por Stephanie Kohn | 05 de Junho de 2020 às 12h30
Canaltech

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Smartphones a caminho

A Índia lançou nesta semana um plano de US$ 6,65 bilhões para impulsionar a produção de eletrônicos. Inicialmente o país oferecerá incentivos a cinco fabricantes globais de smartphones para se estabelecerem ou expandirem a produção no local.

O governo indiano está oferecendo um incentivo vinculado à produção (PLI), ou seja, que envolve dinheiro no valor de 4% a 6% das vendas adicionais de mercadorias feitas localmente em cinco anos, com 2019-2020 sendo o ano base, disse o ministro da Tecnologia, Ravi Shankar Prasad, em entrevista coletiva.

Os nomes das cinco empresas, que precisariam atingir os limites de investimento e vendas para serem elegíveis, devem ser anunciados nos próximos dois meses, disseram autoridades do ministério.

https://canaltech.com.br/mercado/india-lanca-plano-de-us-67-bi-para-impulsionar-producao-de-smartphones-165881/

Isentão

Mark Zuckerberg, CEO e co-fundador do Facebook, afirmou nesta semana que não fará nada em relação aos posts inflamatórios do presidente Donald Trump em relação aos conflitos raciais que tomam conta dos EUA. As informações são do jornal The New York Times.

Em uma sessão de perguntas e respostas com funcionários da companhia, realizada por meio videochamada, Zuckerberg afirmou que a decisão de manter as declarações do presidente dos EUA nas redes sociais foi "muito difícil", mas que foi muito bem pensada". O fato levou o Facebook a uma a feroz discórdia interna, com centenas de funcionários realizando uma “paralisação” virtual na última segunda-feira (1º), usando o envio de mensagens automatizadas. como forma de protesto contra a definição.

Durante a teleconferência, Zuckerberg afirmou que "os princípios e políticas do Facebook que apóiam a liberdade de expressão mostram que a ação certa a ser tomada agora é deixar isso para lá", referindo-se às postagens de Trump. O áudio da ligação dos funcionários foi ouvido pelo Times.

https://canaltech.com.br/redes-sociais/mark-zuckberg-abre-guerra-contra-seus-funcionarios-ao-nao-banir-posts-de-trump-165940/

Fake News

Prevista para ser votada na última terça-feira (2), o projeto de lei 2630/2020 foi retirado da pauta do Senado pelo presidente da casa, Davi Alcolumbre. Pelo Twitter, tanto ele, quanto Alessandro Vieira (Cidadania-SE) informaram que o projeto será votado apenas na próxima semana, mais precisamente na quarta-feira (10). A decisão foi tomada após acordo com os líderes partidários.

No início da tarde, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse à imprensa que conversará com Alcolumbre para construir um texto conjunto, com colaboração de deputados e senadores. Maia afirmou que “esse é o melhor momento” para votar a matéria. “A sociedade cansada de fake news, uso de robôs para disseminar ódio, informações negativas contra adversários e instituições. Então, esse é o melhor ambiente e melhor momento para votar a matéria”.

Essa é uma das principais queixas no que se refere Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet (PL 2630/2020). Em matéria publicada no Canaltech nesta terça-feira (2), onde o projeto de lei é explicado mais detalhadamente, entidades representativas da internet no Brasil, bem como advogados especializados em Direito Digital e várias das empresas impactadas, estão de acordo que o tempo de discussão desta PL junto à sociedade está longe de ser suficiente. Para saber mais sobre emendas e mudanças na PL, leia a matéria completa aqui.

https://canaltech.com.br/legislacao/senado-adia-para-semana-que-vem-votacao-do-projeto-de-lei-contra-fake-news-165879/

Outro Projeto de Lei (PL) 2630/2020 que merece atenção é a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Se você nunca ouviu falar desta nova lei que pode ser aprovada nas próximas semanas aqui no Brasil, seria bom começar a ficar por dentro. Isso porque, segundo especialistas e principais envolvidos, ela pode - apesar das boas intenções - bagunçar o funcionamento da web tupiniquim. Aliás, ela entrará em votação no Senado já nesta terça-feira (02).

Segundo seus idealizadores, a PL tem, acima de tudo, um motivo dos mais nobres: tentar colocar ordem na balbúrdia criada pela crescente disseminação das fake news na internet brasileira - o que, de fato, tem ocorrido. Para isso, ela quer que as principais plataformas digitais (ou provedores de aplicação) - leia-se Google, Twitter e Facebook - sejam mais ativas e responsáveis na hora de eliminar conteúdos falsos.

Porém, como em toda lei que envolve responsabilidades e punição, essa PL vem gerando atritos entre quem a elaborou e quem serão os principais impactados. O Canaltech conversou com os envolvidos em torno da proposta para, nas linhas abaixo, você entender do que se trata a lei e como ela pode impactar a vida dos internautas brasileiros. Sim, a matéria é longa, mas vale a pena, até para você entender como ela pode te afetar. Confira aqui.

https://canaltech.com.br/legislacao/lei-combate-fake-news-pl-2630-internet-brasil-165827/

Mais afetado

Entre os diferentes setores afetados diretamente pela pandemia do novo coronavírus, os cinemas estão entre os que mais sofrem. E os primeiros resultados do isolamento social necessário para contenção da contaminação apareceu nos números da Cinemark, que apresentou perdas de US$ 59,6 milhões no primeiro trimestre de 2020. O resultado já denota baixas ainda maiores, já que as salas foram fechadas apenas em março, e permanecem desta maneira até hoje na maioria dos países.

O faturamento de US$ 543,6 milhões é correspondente a basicamente os dois primeiros meses do ano. Os números ficaram abaixo até mesmo da expectativa de analistas, que já previam a queda e aguardavam um total de US$ 556,7 milhões para a companhia. As perdas foram de US$ 0,51 por ação para os investidores da Cinemark, também abaixo da previsão de especialistas, na casa dos US$ 0,18.

O relatório financeiro desenha números ainda mais baixos para o atual trimestre, com as salas permanecendo fechadas em muitos países, incluindo o Brasil. No documento, a empresa também relata algumas ações que estão sendo tomadas para conter o rombo, como negociações com proprietários de shoppings e imóveis onde os cinemas estão localizados e o corte no salário de executivos, incluindo o CEO Mark Zoradi, que está sem receber desde março.

Outras medidas incluem o corte de 17,5 mil funcionários da rede em todo o mundo e reduções salariais para os que restaram e permanecem, atualmente, em casa. Colaboradores executivos também sofreram com demissões e tiveram cortes de até 20% no pagamento enquanto permanecem trabalhando em regime de home office. Além disso, a empresa pretende liberar US$ 250 milhões em títulos de dívida como forma de aumentar a liquidez nesse período.

https://canaltech.com.br/resultados-financeiros/cinemark-registra-perdas-de-us-60-milhoes-e-o-pior-ainda-esta-por-vir-165907/

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.