B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo da tecnologia corporativa

Por Stephanie Kohn | 13 de Setembro de 2019 às 17h27
Canaltech

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo de tecnologia corporativa. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até lançamentos de produtos e serviços empresariais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Novas habilidades

Nos próximos 3 anos, 120 milhões de trabalhadores nas 10 maiores economias do mundo precisarão de recapacitação profissional como resultado do impacto da utilização de Inteligência Artificial e Automação Inteligente no mercado de trabalho. É o que aponta o mais recente estudo do Institute for Business Value (IBV) da IBM. No Brasil, 7,2 milhões de profissionais terão que ser treinados em novas habilidades.

A pesquisa global, realizada com 5.670 CEOs de 48 países, indica que apenas 41% deles afirmam ter as pessoas, habilidades e recursos necessários para executar suas estratégias de negócios e que cerca de metade dos entrevistados admite não ter nenhum plano de desenvolvimento de habilidades para reverter o problema. Segundo o estudo, o tempo investido para capacitar um profissional em uma nova habilidade aumentou 10 vezes em apenas 4 anos. Em 2014, no Brasil, o tempo de treinamento necessário era de 4 dias; em 2018, o tempo gasto foi de 40 dias.

Novas aptidões estão surgindo rapidamente, enquanto outras estão se tornando obsoletas. O estudo do IBV destaca que, em 2016, os executivos classificaram como habilidades críticas para o Brasil "capacidade de se comunicar efetivamente em um contexto de negócios" e "Recursos técnicos CTEM - ciência, tecnologia, engenharia e matemática". Já em 2018, as duas principais habilidades procuradas foram as comportamentais, chamadas também de soft skills, "gerenciamento de tempo e capacidade de priorizar" e "disposição de ser flexível, ágil e adaptável às mudanças".

Quedas

O lançamento do Amazon Prime no Brasil causou um rebuliço na Bolsa de Valores do país: isso porque as ações de algumas das maiores varejistas nacionais despencaram com o anúncio da chegada do serviço de entregas com frete gratuito ilimitado da Amazon. No total, B2W (controladora da Americanas.com e Submarino), Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio), Lojas Americanas e Magazine Luiza perderam, juntas, R$ 4,8 bilhões em valor de mercado.

As ações da B2W recuaram 4,83% (ou R$ 1,09 bi), enquanto os da Via Varejo tiveram desvalorização de 3,28% (R$ 298 milhões); os papeis do Magazine Luiza foram os que sofreram maior perda: 4,97% (R$ 2,59 bilhões). As Lojas Americanas, por sua vez, foi a que sofreu o menor recuo: 3,2% (R$ 897 milhões). Juntas, o valor de mercado dessas empresas é de R$ 103,8 bilhões.

Outra novidade que abalou o mercado foi da nova plataforma de streaming, o Apple TV+. Enquanto, nos Estados Unidos, a assinatura do serviço vai custar US$ 4,99 por mês, no Brasil o preço anunciado foi R$ 9,90. E espia só: ninguém esperava que o preço fosse tão significativamente mais barato que o praticado pelas concorrentes — e com o anúncio do valor, algumas das principais rivais da empresa sofreram uma queda em suas ações.

A Disney, cuja plataforma própria também está para lançar (o Disney+), teve uma queda de 2,76% nas ações. Enquanto isso, a principal plataforma streaming da atualidade, e é claro que estamos falando da Netflix, também teve as ações abaladas pelo anúncio, com uma queda de 3,25%. No entanto, a que mais sofreu queda durante esta terça-feira foi a Roku, empresa que produz um dispositivo de streaming de vídeo pouco conhecido no Brasil, mas muito popular nos Estados Unidos. No caso dessa companhia, a queda foi mais brusca: 12,62%.

Novos horizontes

De acordo com a CNBC, vários fatores indicam que a Uber está com uma nova aposta em mente: o mercado financeiro. Acontece que a empresa de viagens particulares comprou um novo escritório dem Nova York e fez dezenas de contratações de novos funcionários com experiências anteriores em fintechs (startups que trabalham para inovar os serviços do sistema financeiro). A CNBC ainda diz que a proposta da empresa é chegar a uma equipe com mais de 100 funcionários.

No entanto, a nova onda de contratações não foi a única excentricidade que chamou a atenção do veículo norte-americano e levantou as especulações em torno dessa aposta. A Uber também fez uma pesquisa no próprio aplicativo, direcionada não aos passageiros, mas sim aos motoristas da plataforma. Nessa enquete, a empresa questionou se os motoristas já tinham feito um empréstimo de no máximo US$ 1.000 nos últimos anos, e mais curioso ainda: se os motoristas cogitariam solicitar empréstimos à Uber se ela passasse a trabalhar com esses serviços.

Regulamentação

O senador Chico Rodrigues ((DEM/RR) deu parecer de rejeição ao Projeto de Lei nº 317/2017, de autoria do então senador Gladson Carmeli (PP/RS), durante sessão de relatoria da proposta na Câmara, feita na última terça-feira (10). O projeto sugere regulamentações que tangem ao exercício de profissões inerentes ao mercado de TI, como desenvolvedores de sistema, analistas de software e gestores de rede.

De acordo com a documentação do PL, obtida por meio do portal do Senado, ele “dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões de Analista de Sistemas, Desenvolvedor, Engenheiro de Sistemas, Analista de Redes, Administrador de Banco de Dados, Suporte e suas correlatas, e dá outras providências”. Uma de suas regências mais evidentes é a exclusão de profissionais não diplomados do exercício das referidas ocupações, além do estabelecimento de carga mínima semanal entre 20 e 40 horas de atuação, dependendo da ocupação.

Segundo o senador Chico Rodrigues, a proposta acaba restringindo o livre exercício profissional, garantido pelo inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal. Ele cita ainda o entendimento de que a regulamentação de profissões deve se ater àquelas que envolvam o direito, a saúde, a segurança ou a educação dos cidadãos.

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