B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo da tecnologia corporativa

Por Stephanie Kohn | 16 de Agosto de 2019 às 14h20
Canaltech

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo de tecnologia corporativa. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até lançamentos de produtos e serviços empresariais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Resultado Positivo

A Positivo Tecnologia divulgou seu balanço financeiro relativo ao segundo trimestre de 2019: na ocasião, a empresa, que fabrica computadores, tablets, smartphones e dispositivos de telemedicina e IoT, registrou um lucro líquido de R$ 11,1 milhões no período em questão, sendo que a venda de celulares e servidores impulsionou tal resultado.

A empresa afirmou que comercializou um total de 485,9 mil unidades de celulares. Isso significa que o resultado foi 24,3% se comparado ao segundo trimestre de 2018.

No período em questão, a empresa também lançou uma plataforma com soluções baseadas em Internet das Coisas (IoT) chamada Positivo Casa Inteligente. Trata-se, basicamente, de kits e produtos voltados a segurança, eficiência e conectividade de residências, ambientes de home office e estabelecimentos comerciais. Os dispositivos da categoria em questão custam a partir de R$ 99.

Mudanças

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode ser modificada mais uma vez antes de entrar em vigor no ano que vem. A Comissão de Defesa do Consumidor está se reunindo com especialistas para aprimorar o texto.

"Princípios da vulnerabilidade, da hipossuficiência, da confiança; inversão do ônus da prova; e a questão da responsabilidade, não só de pessoas que, de repente, vão receber uma responsabilidade e vão no final dessa história toda salvaguardar os interesses da iniciativa privada", diz.

Em termos mais claros, quando ele se refere à vulnerabilidade, quer dizer que é possível que o consumidor possa não conseguir acompanhar as mudanças tecnológicas e desconheça a lei. Ainda, sobre a chamada hipossuficiência, a questão é sobre a fragilidade do usuário diante de empresas.

A vez do E-commerce

A MasterCard divulgou os achados da mais recente edição do Mastercard SpendingPulse, índice que mede a atividade no varejo. Desta vez, a empresa percebeu que as vendas de e-commerce no Brasil cresceram 7,3% de junho de 2018 a junho de 2019, impulsionadas sobretudo por setores como farmácia, vestuário e eletrônicos.

No caso das vendas totais, houve crescimento de 0,5% de 2018 para 2019. Nessa categoria, entra tanto o e-commerce quanto as lojas físicas — com todos os tipos de pagamento. As únicas vendas que não se enquadram nisso são as de automóveis e materiais de construção. Enquanto vestuário, produtos farmacêuticos e itens pessoais e domésticos superaram as vendas totais, os setores de móveis, eletrodomésticos, supermercados e combustíveis acabaram ficando abaixo das expectativas.

No segundo trimestre de 2019, as vendas totais desaceleraram de 0,1% se comparadas com a situação do segundo trimestre de 2018. Por sua vez, no varejo online, as vendas cresceram 8% no segundo trimestre.

Ecossistema

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), apresentou um estudo durante o evento Innovation Summit, com o objetivo de mapear o ecossistema de empreendedorismo inovador do Brasil. O levantamento foi feito através de pesquisas com incubadoras e aceleradoras do país.

Eles concluíram que o Brasil possui 363 incubadoras, que são basicamente instituições responsáveis por ajudar empresas que ofereçam produtos e serviços no mercado com significativo grau de inovação. As incubadoras costumam fornecer o espaço físico ou infraestrutura e suporte adaptados que as empresas não teriam condições de suportar.

"O Brasil está nessa onda. Temos indicadores que demonstram que estamos já com resultados significativos e esse efeito multiplicador precisa acontecer. Essa é uma agenda do bem”, disse o secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTIC), Paulo César Rezende de Carvalho Alvim.

Profissões em alta

As profissões ligadas à tecnologia estão entre as mais promissoras para os próximos cinco anos, segundo dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Segundo o estudo Mapa do Trabalho Industrial, estas ocupações devem não só motivar a abertura de novos postos de trabalho, como também exigir a requalificação de parte da mão de obra disponível atualmente.

Ainda segundo as informações do Senai, o Brasil terá que qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais para a adaptação às mudanças tecnológicas e para a automação dos processos de produção, tudo isso até 2023.

A pesquisa mostra ainda que haverá a criação de vagas de trabalho para profissionais, como condutores de processos robotizados, devido à alta demanda. O crescimento deve ser de 22%, enquanto em outras ocupações o aumento médio deve chegar a 8,5% no mesmo período.

O estudo Mapa do Trabalho Industrial completo está disponível para consulta online.

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