B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo corporativo

Por Stephanie Kohn | 26 de Julho de 2019 às 14h45
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Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até lançamentos de produtos e serviços empresariais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Autossuficiência

No início da semana, o jornal americano Wall Street Journal publicou uma notícia bombástica. Fontes da publicação disseram que a Intel venderia sua divisão de modems mobile para a Apple por um valor que supera a marca de US$ 1 bilhão (R$ 3,74 bilhões, na cotação do dia). Mais além, as empresas estariam “em conversas avançadas” e a negociação poderia ser assinada até a próxima semana, caso nenhum imprevisto se apresentasse.

Três dias depois, a Maçã confirmou que realmente irá comprar a divisão de modems para smartphone da Intel pelo valor citado. O negócio deve ser finalizado no último trimestre deste ano, desde que seja aprovado pelas entidades regulatórias. Em comunicado oficial, a Apple informou que aproximadamente 2.200 funcionários da Intel ingressarão na Apple, juntamente com suas propriedades intelectuais, equipamentos e arrendamentos.

A compra inclui apenas os negócios de modems feitos para dispositivos mobile. Sendo assim, a Intel continuará a desenvolver e produzir modems para PCs, dispositivos web e veículos autônomos. A compra da divisão de modems mobile deixa claro que a Apple pretende em um futuro próximo desenvolver seus próprios modems - incluindo os 5G - e diminuir sua dependência da Qualcomm. Atualmente, a Apple paga royalties altíssimos pelo uso das tecnologias mobile da fabricante.

Mais sobre a Intel…

Não bastasse a novidade da venda da divisão de modems mobile à Apple, a Intel também revelou essa semana uma parceria otimista com a SAP. As duas companhias vão trabalhar juntas para otimizar a relação entre hardwares e os programas. No acordo, a Intel deve apresentar planos para a SAP relacionados a dois de seus produtos: o processador Xeon Scalable e a memória Optane DC.

Nenhuma das empresas especificou a duração da parceria, mas parece que será longa. A SAP passa a ter acesso a tecnologias emergentes da Intel e vai construir um centro de excelência para otimizar seus produtos.

Em entrevista ao TechCrunch, o vice-presidente da Intel, Rajeeb Hazra, disse que o escopo da parceria deve ser maior que apenas no setor de computadores, passando por aceleradores, data centers, memórias e até infraestrutura de software.

A junção das empresas revela uma forte tentativa da Intel em ampliar sua participação no mercado corporativo. Atualmente, o SAP é a plataforma de gestão mais utilizada por grandes companhias que precisam lidar com movimentações gigantescas de informação. Assim, ao conseguir fechar uma parceria com a SAP, a Intel também passa a ser a principal recomendação de hardware para quem trabalha com soluções. No fim, a movimentação é inteligente para ambas as empresas.

Vida sem likes

Esta semana uma das principais redes sociais da atualidade, o Instagram, resolveu colocar em prática uma decisão divisora de águas: esconder a quantidade de curtidas conquistadas pelas fotos. A partir dessas novas diretrizes, a rede social permite que apenas o dono da publicação tenha conhecimento sobre os likes, e os demais ainda conseguem ver o avatar e o usuário de cada pessoa que curtiu, mas sem a quantidade exata das curtidas.

A princípio, essa novidade chega na forma de um teste. No próprio aplicativo, assim que entram, os usuários se deparam com o aviso do próprio Instagram diante da mudança: “Queremos que seus seguidores se concentrem no que você compartilha, não em quantas curtidas suas publicações recebem. Durante este teste, somente você poderá ver o número total de curtidas nas suas publicações”.

Em entrevista ao Canaltech, Lucas Patrício, CEO da GMD, agência de marketing digital especialista em conteúdo e estratégia para marcas, destaca pontos positivos na história: os likes ocultos podem ser uma oportunidade para que todos possam se destacar, independente da massa de seguidores e pode voltar a atenção para o conteúdo e não somente para validações subjetivas criadas por meio das interações.

O executivo ainda avaliou o impacto dessa mudança para os influenciadores. Confira a matéria na íntegra.

Forte investida

A Microsoft anunciou que investirá US$ 1 bilhão na OpenAI, empresa de pesquisa de inteligência artificial sediada em São Francisco e que foi fundada por Elon Musk e outros gigantes do mercado. Em um post no blog da empresa, Greg Brockman, o CTO da companhia, disse que o investimento apoiará o desenvolvimento da Inteligência Geral Artificial (AGI) com a capacidade de aprender qualquer tarefa intelectual realizada por humanos.

A ideia das empresas é desenvolver novas tecnologias de inteligência artificial para a plataforma de nuvem Azure, além de firmar um acordo de exclusividade com a Microsoft para estender as capacidades de IA em grande escala que cumpram a promessa da AGI.

A parceria é mais uma movimentação da Microsoft para se tornar uma empresa de inteligência artificial. Em junho, a gigante de Redmond adquiriu a Bonsai, startup de Berkeley, na Califórnia, que projeta ferramentas de aprendizado profundo voltadas para o meio corporativo. E em novembro, ela comprou a XOXCO, fabricante da estrutura do Botkit que cria bots de conversação para aplicativos de bate-papo em equipe como o Slack e o Microsoft Teams. Meses antes, a Microsoft também havia adquirido o Lobe, criador de uma plataforma para gerar modelos personalizados de aprendizagem profunda usando uma interface visual.

Greg Brockman, o CTO da OpenAI e Sam Altman, CEO da OpenAI, acreditam que a verdadeira AGI será capaz de dominar mais campos do que qualquer pessoa, principalmente identificando conexões interdisciplinares complexas que são capazes de enganar especialistas humanos. Além disso, eles prevêem que a AGI implantada com responsabilidade pode ajudar muito em campanhas sobre mudanças climáticas, saúde e educação.

Futurecom reformulada

O Futurecom é um dos eventos mais icônicos do setor de telecom, mas após 21 anos atuando basicamente como uma feira que reúne clientes a fornecedores, resolveu reformular sua estrutura para atender um mercado cada vez mais complexo.


"De uns anos pra cá estamos mais voltados para tecnologia. O público corporativo está buscando novos temas para se adequar à nova realidade. Tem um grande número de pessoas buscando soluções como um todo. Sendo assim, estamos nos tornando um evento de Transformação Digital", comentou Hernando Pinto, diretor da Futurecom em evento para jornalistas nesta quinta-feira (25).

Com esse novo propósito em mente, a nova edição do Futurecom vai agregar cinco novos congressos ao evento: Future Tech, Future Cyber, Future Gov, Future Jud e Future Payments.

"Os temas macro do Futurecom 2019 serão a hiperconectividade, os negócios disruptivos e o ambiente de novos negócios. Ainda teremos uma nova área chamada 4Corp, outras duas dedicadas ao IoT [Internet das Coisas], espaço redes, focados em provedores de internet, que hoje crescem muito no Brasil, e o espaço Telco Transformation que vai falar muito de 5G", comentou.

Em 2018, o Futurecom registrou a presença de 29 mil visitantes, com mais de 250 marcas, mas a ideia para 2019 é superar este número. O primeiro lote de ingressos já está disponível e o valor dos convites para os visitantes é de R$ 350 com acesso à abertura oficial (dia 28 de outubro), aos três dias do evento e às arenas de conteúdo na área de exposição. Para entrada no Future Gov (R$ 995), no Future Payment (R$ 2.095) e no Future Fullpass/entrada completa (R$ 5.000).

Serviço:

Futurecom - 21a edição

Data: 28 a 31 de outubro de 2019

Local: São Paulo - SP

Horário: das 9h às 18h (congresso) e das 10h às 20h (feira)

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