B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo corporativo

Por Stephanie Kohn | 10 de Maio de 2019 às 16h03

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

As últimas do Facebook

Quando o Facebook anunciou em abril que havia reservado de US$ 3 a US$ 5 bilhões para o pagamento de uma multa da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), parecia claro de que existia um consenso entre reguladores de que a empresa precisava ser responsabilizada por manipular incorretamente os dados pessoais de usuários. Mas a realidade nos bastidores da FTC é muito mais complicada.

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De acordo com uma reportagem do The New York Times, os cinco comissários do órgão regulador concordaram há meses que queriam aplicar uma penalidade histórica ao Facebook em uma demonstração de "força" da agência. Mas agora os membros estão divididos sobre o montante. Além da discussão sobre o valor da multa, os comissários divergem sobre o grau de responsabilidade do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg — a empresa insiste que o executivo não pode ser punido pelas ações de seus 35 mil funcionários.

Além do problema da penalidade, essa semana o Facebook também enfrentou outros contratempos. Chris Hughes, co-fundador da rede social, publicou um editorial no The New York Times sugerindo o desmembramento da empresa para "criar mais concorrência nos mercados de mídia social". Hughes também defendeu a intervenção de órgãos reguladores dos Estados Unidos para reverter a aquisição de WhatsApp e Instagram. A publicação do texto acabou mexendo com os ânimos de políticos. Senadores e deputados do país agora pedem ao Departamento de Justiça que inicie uma investigação antitruste contra o Facebook.

Mas, ainda que a semana tenha sido tensa, a rede social conseguiu emplacar uma boa notícia na mídia. A companhia anunciou três novas ferramentas voltadas para os pequenos empreendedores que usam a rede social e também o Instagram para contatar clientes ou divulgar seus serviços. A principal ideia das novidades é economizar o tempo dos trabalhadores e facilitar a utilização de anúncios, o relacionamento com outros usuários e a publicação de vídeos de divulgação. Para conhecer as novas funcionalidades, leia a matéria completa.

Arriba!

O Nubank anunciou sua chegada ao México. A plataforma financeira virtual vai operar no país por meio de uma nova filial chamada "Nu" e se prepara para oferecer serviços totalmente digitais. A empresa também abrirá oportunidades para atrair os melhores talentos mexicanos com a criação de um hub de tecnologia, data science e design no país. Esta será a primeira vez que a fintech oferecerá produtos fora do Brasil.

Desde 2017, porém, o Nubank também possui um hub de tecnologia em Berlim, na Alemanha, focado em infraestrutura e engenharia de dados. No total, hoje a empresa conta com 1.500 funcionários de 25 nacionalidades, entre eles indianos, canadenses, australianos, americanos, holandeses e mexicanos.

Na bolsa

A IPO mais aguardada do ano finalmente aconteceu e, com um cenário econômico turbulento, a Uber iniciou sua oferta pública de ações esta semana na faixa mais baixa de sua meta de valorização, atingindo valor de mercado de US$ 82,4 bilhões (R$ 324 bilhões, na cotação atual). A abordagem foi considerada conservadora pelos analistas, tendo em vista a forte queda sofrida pela maior rival da Uber, a Lyft.

É um resultado decepcionante para a IPO mais esperado desde o lançamento do Facebook no mercado há sete anos. A Uber arrecadou US$ 8,1 bilhões (R$ 31,9 bilhões), precificando cada ação a US$ 45 (R$ 177), próximo ao limite da meta de US$ 44 (R$ 173) a US$ 50 (R$ 197).

A abertura de capital, no entanto, ainda representa um momento decisivo para a Uber, que se tornou a maior empresa de transportes do mundo desde o seu início, há 10 anos.

De olho no futuro

O CEO da Apple, Tim Cook, concedeu entrevista à emissora americana CNBC e afirmou que, nos últimos seis meses, a Apple adquiriu algo entre 20 a 25 empresas. Naturalmente, Cook não contou em quais ramos elas atuavam, que tipo de produto faziam ou qual público atendiam, com medo de falar demais sobre possíveis projetos da Apple para o futuro. Em média, segundo Cook, a Apple compra uma empresa a cada duas ou três semanas.

“Nós normalmente não anunciamos esses acordos e transações porque as empresas são pequenas e a Apple está primariamente procurando por talentos e propriedades intelectuais", disse.

Em outras palavras: a Apple está de olho no setor de startups, onde acredita que encontrará produtos inovadores para absorver em seu portfólio de soluções em hardware e software.

Perdas e ganhos

Em seu primeiro relatório fiscal após a abertura de capital na Nasdaq, a Lyft apresentou um documento de contrastes. Enquanto o faturamento total foi maior do que o esperado pelos analistas financeiros, com US$ 776 milhões em receita no período, as perdas também foram maiores do que o imaginado, com prejuízo de US$ 1,14 bilhões.

Fatores burocráticos levaram à perda que pode soar como astronômica, mas já era relativamente esperada para uma companhia como a Lyft. Ela ainda está no caminho para chegar a um patamar de lucratividade e deve passar pelos gastos inerentes do próprio processo de oferta de ações, que levantou US$ 2 bilhões em investimentos no mês de março.

Fibra em alta

A Telefônica Brasil divulgou esta semana seu balanço financeiro do primeiro trimestre de 2019. Segundo o documento, a empresa registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, com um crescimento de 22,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, cresceu 1,7% no comparativo anual, impulsionada pelo desempenho das receitas de serviço móvel, aparelhos e banda larga. Além disso, o fluxo de caixa livre da atividade de negócio apresentou crescimento de 16,1% no trimestre, atingindo R$ 1,2 bilhão.

O investimento da empresa no período somou R$ 1,7 bilhão, com crescimento de 9,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O foco esteve na expansão da rede FTTH (fibra), que chegou a nove novas cidades no primeiro trimestre, e na ampliação da cobertura e capacidade das redes 4G e 4.5G.

Quase ilesa

Em balanço financeiro divulgado nesta semana, a TIM afirma ter sido afetada de forma significativa pelo cenário econômico atual, com uma economia estagnada e uma maior cautela dos brasileiros na hora de gastar seu dinheiro. Ainda assim, o relatório apresenta resultados majoritariamente positivos, com a queda de 10,4% nos lucros líquidos, que chegaram a R$ 220 milhões neste primeiro trimestre de 2019, sendo uma das poucas notas negativas da divulgação aos investidores.

A TIM fechou o primeiro trimestre de 2019 com 55 milhões de clientes móveis, uma queda de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, houve uma queda significativa na base de usuários pré-pagos, de 12,5%, enquanto cresceu em 11,4% o total de pós. Também aumentou o número de acessos 4G, em 20%, com 67% dos utilizadores dos serviços da companhia já acessando a internet por meio dessa tecnologia.

Na visão do novo presidente da operadora, Pietro Labriola, o relatório do primeiro trimestre de 2019 demonstra uma empresa com postura sólida e bons resultados, mas que também deve enfrentar desafios significativos no futuro próximo.

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