Siga o @canaltech no instagram

B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo corporativo

Por Stephanie Kohn | 19 de Abril de 2019 às 11h07

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Semana da maçã

Participe do nosso Grupo de Cupons e Descontos no Whatsapp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Não há um dia sequer que a Apple não vira notícia pelo mundo. Esta semana não foi diferente. Os dias foram atribulados à maçã. Logo no domingo, um rumor indicou que a empresa estaria mirando no mercado de saúde para obter lucros maiores que do iPhone. Em função das quedas recentes nas vendas do iPhone, a empresa está buscando alternativas para alavancar os negócios e expandir sua participação em outros mercados. Para isso, ela parece estar preparada para criar um ecossistema totalmente novo na área da saúde, com lucro que pode ser três vezes maior do que sua divisão de smartphones, de acordo com um relatório divulgado pela Morgan Stanley.

Em paralelo, a empresa finalmente chegou em um acordo com a Qualcomm em uma batalha judicial que ocorre desde 2017. Na ocasião, a fabricante de chips resolveu processar a maçã pela falta de pagamento de uma parcela dos royalties de licenciamento para uso de chips Qualcomm nos iPhones e também pelo roubo de uma tecnologia da empresa que foi usada pela Apple para melhorar a performance dos chips da Intel.

Agora, o acordo firmado entre elas prevê o pagamento de parte do valor de licenciamento pelo uso de seus chips nos iPhones, além de um novo acordo de licenciamento, que vale durante seis anos e pode ser estendido por mais dois, e que tem início no dia 1 de abril deste ano. Elas também concordaram sobre o fornecimento de chips da Qualcomm para a Apple. Com a resolução, as ações da Qualcomm bateram valor recorde e a empresa teve um crescimento de US$ 30 bilhões em seu valor de mercado.

Mas, se até então a semana da maçã parecia ir bem, duas notícias nesta quinta-feira (18) acabaram com a boa sorte. Um grupo de investidores processou a Apple por supostamente inflar o preço de suas ações no mercado após falsas declarações. De acordo com a ação coletiva, a empresa ainda escondeu informações adversas sobre suas perspectivas de negócios. O processo, movido pelo fundo de aposentadoria dos funcionários da prefeitura de Roseville, tem como objetivo recuperar os danos em nome das pessoas que compraram ações da Apple entre 2 de novembro de 2018 e 2 de janeiro de 2019.

O outro balde de água fria foi em relação às vendas do iPhone. De acordo com a OTR Global, analista de mercado, o despacho dos smartphones da Maçã durante o primeiro trimestre de 2019 (equivalente ao segundo trimestre fiscal da companhia) caíram entre 37 milhões e 42 milhões de unidades, bem abaixo da previsão inicial da própria fabricante de 40 a 45 milhões.

Abandonos

A Amazon e a Intel anunciaram esta semana que vão abandonar o barco em alguns mercados. Fontes internas da Amazon revelaram anonimamente para a Reuters que a empresa irá fechar seu marketplace na China em julho deste ano. De acordo com as fontes, a empresa vai finalizar toda a operação de vendas domésticas. Isso quer dizer que a Amazon China continuará vendendo Kindles, livros digitais e produtos originários de outros países (como os Estados Unidos e o Japão) para o público chinês, mas não será mais possível comprar qualquer produto da própria China na loja virtual.

A Intel, por sua vez, anunciou, por meio de um comunicado à imprensa, que deixará o setor de desenvolvimento de modems 5G para smartphones. A longínqua fornecedora da Apple e seus iPhones justificou a decisão dizendo que não enxerga rentabilidade sólida o suficiente para que se mantenha neste mercado de produção, mas que continuará desenvolvendo chips 4G e 5G para laptops e desktops, bem como no setor de infraestrutura da rede 5G.

O anúncio da Intel chega logo após o acordo entre a Apple e Qualcomm, que prevê o retorno da Qualcomm como fornecedora de chipsets para os futuros dispositivos da Apple.

Cofre vazio

De acordo com uma análise feita pelo Financial Times, a Snap pode acabar com todo seu dinheiro em no máximo três anos se manter o ritmo atual de gastos. O estudo indicou que, desde que a empresa entrou no mercado de ações em 2017, a companhia tem tido um prejuízo de US$ 68 milhões por mês em suas operações.

Ainda que, em seu último trimestre fiscal, esse prejuízo tenha diminuído para US$ 33 milhões (praticamente metade do que vinha tendo), mesmo que a empresa consiga manter esse ritmo menor de gastos, ela terá apenas três anos para passar a operar no lucro antes de se ver obrigada a conseguir um novo investidor ou então pedir falência.

Claro, esse prazo de três anos é caso a operação se mantenha igual ao do último relatório fiscal da empresa, e esse período de tempo pode diminuir caso a Snap volte a ter uma margem maior de prejuízo mensal ou diminuir caso consiga continuar diminuindo o índice de prejuízo de sua operação.

Robôs latinos

O mercado latino-americano de robótica deve crescer 21% nos próximos três anos, segundo conclusão da firma de consultoria e inteligência de mercado IDC em seu relatório intitulado Guia Semestral Global de Investimento em Robótica. Para a empresa, esse avanço deverá ser puxado majoritariamente pela indústria de produção alimentícia, que vem apresentando alta demanda por robôs industriais capazes de atuar na área.

O estudo também aponta que o mercado de robôs na América Latina encerrou 2018 com um valor de US$ 1,040 bilhão, com continuidade de crescimento para 2019, quando espera-se que ele atinja a marca de US$ 1,266 bilhão — um crescimento de 21% em relação ao ano anterior, com 73% de robôs industriais, 27% de robôs de serviços e 0,09% de robôs de consumo.

Em 2022, a expectativa é de que robôs industriais sigam como os maiores representantes do setor na América Latina, com 72% de presença no mercado que, até lá, deve atingir valor de US$ 2,150 bilhões puxado por Brasil e México, os dois maiores produtores da indústria na região.

IPO de sucesso

Confirmando as previsões iniciais sobre sua oferta pública inicial de ações (IPO), o Pinterest, que nesta quarta-feira definiu o preço dos papéis em US$ 19 (R$ 74) cada e conseguiu levantar a quantia de US$ 1,43 bilhão (R$ 5,61 bilhões) junto a investidores, elevando seu valor de mercado US$ 10 bilhões (R$ 39,3 bilhões).

Com isso, a empresa teve um bom primeiro dia no mercado de ações, com um crescimento de 25% no valor de seus papéis nesta quinta-feira. Mas o Pinterest não foi a única empresa que teve uma performance melhor do que o esperado para seu primeira dia: a Zoom, outra startup considerada como “unicórnio” que abriu seu capital junto com o Pinterest, viu um crescimento de 81% no valor de suas ações. Após a companhia de videoconferências definir na noite desta quarrta-feira que venderia suas ações ao preço de US$ 36, a alta demanda pelos papéis da empresa fez com que elas atingissem o valor de US$ 65 por ação.

Ambas as empresas entraram no mercado com baixas expectativas após a fraca performance da Lyft, que se tornou de capital aberto há três semanas com um crescimento de 21% no valor de suas ações no primeiro dia de operações, mas que desde então só vem acumulando quedas. Apesar da euforia inicial, ainda é cedo para cravar que o Pinterest e a Zoom não terão o mesmo destino.



Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.