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B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo corporativo

Por Stephanie Kohn | 01 de Março de 2019 às 12h00
Divulgação

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento.

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A Uber quer contratar 60 profissionais brasileiros para suas operações em São Paulo (SP), Mogi das Cruzes (SP), São José do Rio Preto (SP), Campina Grande (PB), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Vitória (Espírito Santo).

Há vagas nas áreas de vendas, recrutamento, operações, comunicação, engenharia e direito. Entre os cargos, aparecem especialista e agente em atendimento, analista de dados e até executivos para a coordenação de setores da Uber em São Paulo. Os candidatos podem se inscrever pelo site da empresa.

Bye, bye 5G

A Intel anunciou que está abandonando uma negociação de anos para o compartilhamento de tecnologias 5G com o governo chinês e, de acordo com a Nikkei Asian Review, foram dois os principais motivos do cancelamento das negociações.

O primeiro é a crescente tensão entre os governos dos Estados Unidos e da China, e o segundo é a acusação de que a Huawei e a ZTE estão usando seus equipamentos para espionar as comunicações dos Estados Unidos. O jornal ainda afirma que a Intel tinha receio de que, em meio a tantas investigações de espionagem, continuar a parceria com o governo chinês poderia fazê-los parecer como traidores aos olhos do público.

Após o anúncio do fim da parceria, a Tsinghua Unigroup - fabricante de chip do governo chinês que vendeu 20% das ações à Intel -, afirmou que passará a desenvolver modems 5G próprios sem a ajuda da gigante dos semicondutores, e que ainda pretende lançar em um futuro próximo o tal smartphone no qual ambas as empresas estavam trabalhando.

Volta às aulas

A escola de negócios Saint Paul anunciou esta semana a criação do Innovation Hive, um espaço colaborativo que fomenta a criatividade e a visão sobre as mudanças causadas na sociedade pela transformação digital. A escola trará sessões de design thinking, design sprint, storytelling, apresentar metodologias como Agile, DevOps&Scrum e Lean Startup, fornecendo diversas ferramentas que aumentam a capacidade de inovação e criação de forma colaborativa, além de possibilitar a aplicação de tecnologias digitais nos negócios.

A IBM levará aos alunos diversas tecnologias e serviços fundamentais para a transformação digital das empresas e da sociedade, como inteligência artificial, machine learning, deep learning, softwares de análise de dados, serviços de blockchain, Internet das Coisas (IoT), entre outras, disponíveis na IBM Cloud, plataforma de nuvem para negócios da empresa.

Junto à IBM, a Escola de Negócios também lançará no segundo semestre de 2019 o curso Leading Digital Reinvention, destinado a executivos de alto escalão que buscam aprofundamento nas novas tecnologias que irão definir os negócios do futuro.

Nova opção

Após quase seis anos de operação na Europa, o N26, primeiro banco deste tipo no Velho Continente iniciará suas atividades no Brasil. Hoje, a empresa atua em 24 países e possui mais de 2,5 milhões de clientes.

O N26 atua com serviços corriqueiros de bancos digitais, com atividades bancárias totalmente virtuais, além de recursos como pagamentos com cartão sem taxas em todo o mundo e compartilhamento de contas. Tendo o Brasil como ponto estratégico de suas metas de crescimento, o objetivo do N26 é de chegar à marca de 100 milhões de clientes em todo o mundo.

Desde o lançamento de seu primeiro produto, em 2015, o N26 já movimentou mais de €20 bilhões (Quase R$ 85 bi) em volume de transações e seus clientes detêm mais de € 1 bilhão (R$ 4,2 bi) em contas. Eduardo Prota, que será o gerente geral do Brasil, já está buscando profissionais para a formação da equipe local.

Hora de acelerar

O Programa de Aceleração Visa está com inscrições abertas até o dia 18 de março. Startups que já tenham receita, base de clientes e que estejam em fase de crescimento podem enviar pelo site suas solicitações para fazer parte do programa, que inclui aceleração de duas semanas no Vale do Silício, Investimento no MVP (minimun viable product) ou PoC (proof of concept) e mentorias com executivos Visa e do mercado no Brasil e nos EUA, entre outros benefícios.

A primeira fase de seleção envolve uma triagem de todos os interessados e apresentações no Pitch Fest entre os dias 19 e 25 de março, quando os classificados devem expor suas ideias para uma banca da Visa. Até cinco startups serão escolhidas para participar do Programa de Aceleração.

Robôs de entrega

Em uma patente aprovada esta semana, a Amazon idealiza um "robô de recuperação" que permaneceria nas casas dos consumidores e encontraria caminhões de entrega nas ruas próximas para entregar pedidos.

Na patente, a Amazon prevê que os robôs estejam em casas, atendendo a um bairro inteiro ou complexo de apartamentos. A notícia é baseada apenas em um documento, por isso ainda não há muitas informações de como realmente a novidade irá funcionar.

Internet of (all) Thing

A Microsoft anunciou uma parceria com a Inmarsat para criação de um sistema de Internet das Coisas que promete levar esse tipo de conectividade até mesmo aos locais mais remotos do mundo.

A ideia é usar a rede de comunicação via satélite da Inmarsat e a plataforma de nuvem da Microsoft, Azure, para enviar e receber dados em qualquer lugar do mundo. Isso significa que até mesmo aqueles sensores e dispositivos em locais isolados e com pouca ou nenhuma conexão podem ser acessados remotamente em tempo real.

De acordo com a empresa, essa é a resposta para um dos principais desafios já encontrados no desenvolvimento da Internet das Coisas, cujos dispositivos esbarram na barreira da conectividade e na ausência de redes sem fio em locais mais remotos.

O recurso estará disponível para todos os clientes do Azure, mas, claro, tem um preço, que não foi revelado oficialmente. De acordo com a parceira, os contratos serão personalizados de acordo com as necessidades de cada interessado, possivelmente em termos de volume de dados e quantidade de aparelhos conectados.

Resultado positivo, bolsa negativa

O Mercado Livre divulgou o seu relatório financeiro do quarto trimestre de 2018, fechado no último dia de dezembro. A receita líquida da empresa no período foi de US$ 428 milhões, o que representa um aumento de 19,5% em relação ao mesmo período de 2017.

A empresa dividiu seu documento em duas partes: uma relacionada ao Mercado Pago; outra ao seu marketplace e envios. Em seu serviço de pagamentos, a empresa acumumulou US$ 5,3 bilhões, um aumento de 22,1% em relação ao comparativo em dólar com o ano anterior.

Já para o marketplace e envios, o número de vendas atingiu US$ 3,2 bilhões, o que representa queda de 10,6% em relação a 2017, em dólar. Apesar dos bons números de ontem, as ações da empresa fecharam o dia em queda de 1,49%, com papéis negociados a US$ 369,49.

Musk News

Pois é, não passamos uma semana sequer sem que Elon Musk seja notícia. Na semana passada, uma briga que parecia ter terminado foi reacendida: a SEC, o órgão federal que cuida das regras de comércio dos Estados Unidos, entrou com uma nova ação contra o CEO da Tesla, Elon Musk.

No dia 20 de fevereiro, o bilionário tuitou que a Tesla iria produzir 500 mil carros no ano de 2019, e logo depois publicou um novo tweet de “retificação”, dizendo que a Tesla produziria 500 mil carros mas que iria enviar para as concessionárias apenas 400 mil.

No entanto, Musk havia sido condenado pelo governo, em setembro de 2018, e estava proibido de tuitar qualquer tipo de informação da Tesla que não fosse de conhecimento público.

Sendo assim, esta semana a SEC entrou com uma ação na Justiça acusando Musk de ter violado o acordo com o novo tweet sobre a produção dos carros, e agora o CEO tem até o dia 11 de março para tentar chegar a um acordo antes que o órgão federal leve o caso para o tribunal.

Outra novidade, que também tem forte ligação com os comentários de Musk no Twitter, dizem respeito sobre as lojas físicas da Tesla. A empresa anunciou que está fechando todas as suas lojas físicas em um esforço de reorganização que deve culminar em uma queda no preço do Model 3, um de seus principais veículos. A ideia, de acordo com a empresa, é fazer com que o preço inicial do carro passe a ser de US$ 35 mil em vez dos US$ 42.900 que são cobrados atualmente no mercado americano.

De acordo com o CEO e fundador da montadora, Elon Musk, o fechamento das concessionárias e um processo de reorganização interna são as únicas maneiras de manter a viabilidade do negócio e garantir que ele continue funcionando com essa redução de preço. Com a baixa, o objetivo é aumentar as vendas, tornando o Model 3 mais atrativo diante da concorrência e garantindo a entrada de dinheiro para a sobrevivência da companhia.

Lado corp do Facebook

O Facebook divulgou números atualizados de usuários do Workplace, o aplicativo de mensagens da empresa voltado para ambientes corporativos. De acordo com a empresa, a plataforma já possui 2 milhões de usuários pagantes, sem contar os usuários da versão gratuita e aqueles que utilizam o Workplace for Good, uma versão com todas as funcionalidades do Workplace pago disponibilizada de graça para ONGs e instituições educacionais.

Desde que lançou o sistema em 2016, o Facebook tem vendido o app como uma solução de comunicação para empresas gigantes e que precisam enviar suas mensagens em larga escala. Quase três anos depois, o Workplace já é usado por cerca de 150 empresas que possuem mais de 10 mil colaboradores utilizando a plataforma simultaneamente. Walmart, Nestlé, Vodafone, GSK, Telefonica e Delta Airlines são alguns dos clientes.

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