Ataques em Paris destacam o importante papel da tecnologia em casos de desastres

Por Redação | 16.11.2015 às 14:10
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Os ataques terroristas que aconteceram em Paris na última sexta-feira (13) e colocaram a França em estado de emergência ajudaram a mostrar a importância da tecnologia em casos de desastre. Diversos serviços se manifestaram para tentar ajudar aqueles que estavam na região atingida pela tragédia.

O Airbnb, por exemplo, entrou em contato com todos os alojamentos de Paris cadastrados no seu serviço para perguntar se eles poderiam abrigar gratuitamente pessoas que estavam presas na cidade devido ao fechamento das fronteiras, ou parentes de vítimas que eventualmente precisassem ir até Paris. A empresa já havia tomado esta atitude durante terremotos e inundações.

Airbnb Paris
AirBnb Paris

"Acomodações urgentes em Paris. Taxas de serviço do Airbnb serão dispensadas para as pessoas afetadas pelo desastre" (Imagem: Divulgação)

Já o Twitter ajudou as pessoas a encontrar um lugar para ficar com a hashtag #PorteOuverte (em português, #PortaAberta) e ajudou o restante do mundo a se manter informado sobre as últimas notícias relacionadas aos atentados. O Facebook disponibilizou o recurso "Confirmação de status de segurança", que permite aos internautas que estão na região dos ataques avisar seus contatos da rede social que estão seguros. O Google ofereceu chamadas gratuitas para Paris via Hangouts, assim como o Skype e as operadoras Verizon e Sprint.

O Uber se envolveu em mais uma polêmica durante os ataques, com alguns usuários dizendo que a empresa havia suspendido o serviço e outros dizendo que ele teria ativado sua taxa adicional, que acontece quando a demanda é muito grande. No entanto, a história foi desmentida e um porta-voz do serviço disse que muitos de seus motoristas estavam fazendo viagens gratuitamente, além de enviar um alerta por meio do app dizendo que a polícia pediu para moradores evitarem viagens a menos que fosse absolutamente necessário.

Uber Emergência França

Na França, Uber emite alerta de segurança com instruções do governo (Imagem: Internet)

Empresas de diversos outros setores também estenderam uma mão amiga para as vítimas e moradores de Paris num momento de crise, mas os acontecimentos da última sexta-feira mostram que a indústria da tecnologia está singularmente posicionada para fazer isto de forma mais hábil e rápida, devido à natureza de seus serviços.

Apesar da maioria destes serviços prestados no ataque de Paris não serem novos, é impossível negar que eles ofereceram um apoio necessário durante um momento de confusão e desespero durante assassinatos brutais, a maioria de jovens que estavam apenas se divertindo numa sexta-feira à noite.

Apesar deste lado positivo de um mundo conectado, é preciso lembrar também que as mesmas tecnologias que permitem que os sobreviventes de ataques consigam abrigo, contato com parentes e caronas, são utilizadas por grupos terroristas. Os mesmos serviços que ajudam o mundo a mostrar solidariedade com a França são utilizados pelo Estado Islâmico, grupo que assumiu a responsabilidade pelos ataques, a supostamente recrutar jovens e conspirar.

Os ataques aconteceram apenas alguns meses após a França aprovar uma lei de vigilância que aumenta o poder da inteligência do Estado em relação à espionagem das pessoas a fim de enfrentar o que eles descreveram como uma ameaça terrorista sem precedentes. Agora, novas questões sobre como manter o equilíbrio entre privacidade e segurança nacional surgiram e, durante essas conversas, é preciso lembrar do papel da indústria de tecnologia na resposta aos terríveis ataques da última semana.

Com informações do Tech Crunch e Quartz