Assistente Alexa, da Amazon, pode perceber usuário nervoso e até pedir desculpas

Por Redação | 13 de Junho de 2016 às 21h15

Todos sabemos o quanto é irritante quando um assistente virtual repetidamente não entende o comando que você está tentando ativar. E logo, logo, os sistemas poderão detectar raiva no seu tom de voz e tentar amenizar a situação pedindo desculpas. Aliás, é exatamente nisso que a Amazon vem trabalhando.

A Alexa, assistente virtual da empresa de Jeff Bezos que vive dentro do Amazon Echo, está trabalhando em atualizações nesse sentido. Assim que a nova versão estiver disponível, Alexa terá melhores habilidades linguísticas, e talvez a habilidade de reconhecer um tom agressivo na sua voz.

Uma fonte próxima ao time de desenvolvimento do projeto Echo diz que os pesquisadores da Amazon estão procurando por maneiras de ficar à frente da competição, sendo uma das maneiras de melhor entender as intenções do usuário. Os pesquisadores estão explorando novas técnicas de processamento natural de linguagem, mas também maneiras de reconhecer emoção no tom de voz das pessoas.

A Amazon lançou o Echo em novembro de 2014, com pouco estardalhaço. A questão é que o dispositivo se provou bem-sucedido, fato este que não passou despercebido pelos competidores.

As melhorias alardeadas pela fonte, se forem tiradas do papel, poderão ajudar a Amazon a manter vantagem sobre o Google e a Apple. O Google anunciou recentemente um novo assistente virtual e um dispositivo domiciliar parecido com o Echo, chamado Google Home. Por outro lado, a Apple também está lançando uma versão SDK da Siri com foco em desenvolvedores, o que poder ser a resposta da Maçã para a Alexa.

Embora existam outros assistentes controlados por voz, como a Siri da Apple e a Cortana da Microsoft, eles são interfaces opcionais. O Echo é o primeiro computador em que a interface principal é a voz do usuário. Os únicos controles físicos são um botão de desligar/ligar, um botão para deixar o microfone mudo e um outro para o volume.

Outras melhorias para a compreensão natural de linguagem para a Alexa incluem a assistente virtual sendo capaz de interpretar pedidos ambíguos com mais precisão, ao aplicar técnicas de probabilidade. Os dados pessoais dos usuários também ajudam. Por exemplo, a Alexa de um usuário que curte jazz poderá reconhecer pedidos sobre artistas do gênero que foram anteriormente adicionados à biblioteca de música.

Ainda sobre a atualização, no futuro a Alexa será capaz de participar de conversas e lembrar o que o usuário disse anteriormente para interações subsequentes.

Via: Technology Review