As diversas jornadas da transformação digital são tema do SAP Fórum Brasil 2016

Por Rafael Romer | 08.03.2016 às 15:59

A transformação digital não é exatamente uma novidade para a SAP: há pelo menos cinco anos, a companhia alemã tem se preparado internamente para essas mudanças através de aquisições e estratégias desenhadas para criar novas ofertas que ajudassem clientes de diferentes linhas de negócios a promoverem suas próprias transformações.

Mas em um momento em que o tema ganha tração e espaço dentro de mais e mais organizações de diferentes setores da economia, a tendência será foco da edição deste ano do SAP Fórum Brasil, em São Paulo, que discuritá qual a realidade de empresas brasileiras frente a transformação da TI e quais os desafios e oportunidades trazidos por essas tecnologias digitais.

A SAP é otimista em relação ao avanço da transformação digital no mercado brasileiro. Para o Diretor de Marketing da empresa, Ricardo Kazuo, a tendência tem sido alavancada no país por fatores como a através da queda dos preços de entrada de tecnologias digitais distribuídas através da nuvem, o que tem colocado a transformação no radar de TI não só de grandes empresas, mas de cada vez mais pequenas e médias organizações nacionais.

E para 2016, a perspectiva para o setor permanece positiva para a empresa alemã, mesmo no cenário de retração econômica que ainda atinge os investimentos de organizações brasileiras. Na avaliação de Kazuo, a expectativa é de que empresas nacionais busquem na transformação digital novas ferramentas focadas principalmente em ganhos de eficiência e digitalização de processo, buscando ganhos em curto prazo.

Ainda assim, a SAP enxerga atualmente que existem formas de transformação digital sendo implementadas por empresas nacionais, com dferentes objetivos e modelos. Estas múltiplas "jornadas" da tendência serão um dos focos centrais do SAP Fórum, exploradas no evento através de apresentações de casos de sucesso de implementação de tecnologias digitais por organizações brasileiras.

"Ninguém sabe onde está o fim da jornada de transformação digital e também não existe um fórmula de por onde se deve começar", explicou Kazuo ao Canaltech. "O que nós temos aprendido é que os clientes que se lançam nessa jornada estão ávidos por testar rápido, errar rápido e aprender para sair mais fortes do outro lado".

Para o executivo, isso pode ser observado nos diferentes níveis de maturidade de empresas brasileiras com a tendência. De um lado, o país já possui hoje organizações "em igualdade" com o que a SAP tem visto em regiões como Estados Unidos e Europa, com áreas de novos negócios bem estruturadas e organizadas ao redor da antes rara figura do Diretor Digital (ou Chief Digital Officer, CDO) – profissional dedicado a promover o avanço digital de suas companhias.

"Essas organizações estão mais maduras e querem pensar a transformação digital não como mais do mesmo ou digitalizar um processo que já existe, mas sim como um salto em termos de diferenciação competitiva", comentou o executivo.

Ao mesmo tempo, o setor ainda tem um potencial amplo de expansão, com um grande número de companhias adotando a transformação somente como "melhoria" de negócio, buscando mais eficiência e melhor prestação de serviços, mas sem digitalizar o core da organização.

"Essas empresas encontram vantagens buscando parcerios, elas sabem que não têm expertise para criar um novo modelo de negócio sozinhas, então precisam encontrar parcerias para prototipar a transformação", avalia Kazuo.