As demandas atuais e futuras do monitoramento

Por Colaborador externo | 26 de Junho de 2015 às 07h42

Por Lusine Khachatryan*

Não é segredo algum que o mundo está se tornando digital. Até mesmo o maior museu de belas artes dos Estados Unidos, o Museu Metropolitano de Arte, recentemente começou a se concentrar em iniciativas digitais. Este é apenas um exemplo, mas o planeta inteiro está caminhando para as compras online. Com essa mudança a caminho, chegou a hora de ir além e começar a se concentrar em monitorar os dados que acompanham essa tendência. É como diz o ditado: "Se você não pode medi-lo, você não pode controlá-lo." E se você não pode controlá-lo, tornar-se digital vira algo sem valor.

Quando os negócios se tornam digitais

No mundo dos negócios, as empresas precisam de informações em tempo real sobre a experiência de seus clientes no mundo digital, que vão desde os tempos de resposta até as interações com os sites de compras. Sem as ferramentas necessárias para que se tenha uma noção de como seu site e suas plataformas digitais estão se saindo, ou as ferramentas necessárias para evitar percalços, as empresas vão ficar para trás na curva digital.

Acha que estou exagerando? Segundo um artigo publicado em 2013 no Boston Globe, um professor de Ciência da Computação da Universidade de Massachusetts (Amherst), Ramesh Sitaraman, descobriu que os usuários só estavam dispostos a esperar dois segundos para um vídeo carregar. De acordo com Sitaraman, "depois de cinco segundos, a taxa de abandono é de 25%. Quando você chega a dez segundos, metade dos usuários já se foi." Infelizmente, isso não é nenhuma surpresa, assim como o Statistic Brain Research Institute descobriu, que os seres humanos têm agora menos atenção do que um peixe dourado (8,25 versus 9 segundos).

Captação de clientes no mundo digital

Ao mesmo tempo em que ver um vídeo no YouTube não deveria parecer uma missão crítica para o sucesso do negócio, ter cada site funcionando na velocidade ideal é uma peça-chave desse quebra-cabeças. Com a natureza viral desse tipo de mídia, um pico de tráfego online pode ocorrer a qualquer momento – às vezes, basta apenas uma recomendação feita por uma celebridade ou um review muito bem feito de um produto. E se um site não consegue lidar com isso, uma oportunidade de negócio pode se transformar em um pesadelo. Se o desempenho do site não for impecável, as portas abertas para a captação de novos clientes podem se fechar, e você perde todos eles para a última piada lançada pelo Porta dos Fundos ou pelo PC Siqueira, por exemplo.

Tornando-se móvel. O que vem depois?

Os celulares são agora a plataforma líder quando se fala em digital, segundo um estudo recente da comScore. Com cada vez mais pessoas navegando na internet de diversos lugares e usando várias interfaces, as empresas têm hoje uma chance maior de captar clientes e converter seus interesses em vendas de uma maneira mais rápida. Enquanto o monitoramento tradicional ainda deve ser a prioridade, a telefonia móvel é uma tendência que não pode ser ignorada.

Isso pode te levar a uma pergunta: Com a telefonia móvel tornando-se a regra, o que vem depois?

A Internet das Coisas está criando um nível totalmente novo de dados que tem origem em casa, na rua e até mesmo no ar. Uma vez que as empresas têm que monitorar um monte de tecnologias, há mais tráfego e mais dados sendo gerados. E as tecnologias de monitoramento terão que se adaptar aos diferentes tipos de dados, assim como aqueles que estão fazendo essa análise.

Criando um padrão

O monitoramento será sempre um trabalho técnico, mas outros fatores entram em jogo no intuito de melhorar sua usabilidade. No fundo, a tecnologia é apenas um lado da moeda. Os negócios precisam de uma estratégia para implantar e usar a tecnologia com sucesso. Existem alguns pontos-chave para se ter em mente na hora de estabelecer uma estratégia de monitoramento:

  1. Estabelecer métricas: garantir a coerência e a precisão para a elaboração de relatórios;
  2. Priorizar o que ficou acordado pelas métricas;
  3. Entender os riscos e fazer um plano adequado: estar preparado para aumentos no tráfego ou proteger os dados contra potenciais brechas de segurança;
  4. Estabelecer as melhores práticas e revê-las com frequência: assim como a tecnologia muda, o mesmo deveria acontecer com suas diretrizes internas.

Tão importante quanto criar todas as etapas acima, o mais importante a se lembrar é a necessidade de ser flexível. O mundo digital está sempre mudando e você precisa ser capaz de mudar com ele e se preparar para o inesperado. Criar um plano ou usar uma tecnologia que não seja flexível é quase tão ruim quanto não ter qualquer um deles.

*Lusine Khachatryan é diretora de Operações e Tecnologia da Monitis

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