As 6 tendências da nova ordem econômica

Por Fernando D´Angelo | 07 de Junho de 2016 às 21h11

Baseada no crescimento contínuo, no lucro como foco dos negócios e em altos índices de consumo e posse de bens, a atual ordem econômica vem mostrando sinais de esgotamento há alguns anos. O colapso de recursos naturais está em curso, a poluição aumenta a cada dia, o acúmulo de lixo é crescente, os problemas energéticos são constantes, o aquecimento do planeta e a crise hídrica são uma preocupação mundial, e as diferenças sociais continuam aumentando, o que demonstra o esgotamento deste modelo.

Neste início do século XXI temos a obrigação de mudar os patamares de consumo dos recursos naturais e reverter todos os indicadores que apontam para o colapso do planeta, sem abrir mão das conquistas já alcançadas, mas sim, ampliá-las e disponibilizá-las a um maior número de pessoas.

E tais mudanças somente são possíveis através de uma ampla substituição de paradigmas, no que estou chamando de “Nova Ordem Econômica”. Este movimento é baseado em 6 pilares que, juntos, podem transformar todo o cenário atual de esgotamento em abundância.

• Revolução Tecnológica

A atual revolução tecnológica está sendo responsável por mudanças comportamentais, pela otimização e automação de processos corporativos, pelo aumento da comunicação e interação entre as pessoas, pela agilização de processos burocráticos e pela ampliação exponencial na oferta de serviços a pessoas e empresas. Os dispositivos móveis, a programação em nuvem, os serviços online, a inteligência artificial, a Internet das coisas e o aumento das capacidades computacionais são, conjuntamente, a base para essa revolução e permearão o desenvolvimento econômico na próxima década.

• Sustentabilidade

Ampliar a oferta de produtos e serviços importantes à população e ao mesmo tempo diminuir a exploração dos recursos naturais, a geração de lixo e o aquecimento global é um desafio complexo, porém necessário. A revolução tecnológica é base para alcançarmos êxito nesta batalha, mas utiliza-la a favor da sustentabilidade requer mudança de visão pelo mundo corporativo, governo e sociedade civil.

• Serviços em detrimento de produtos

Atualmente muitos serviços ofertados já substituem a necessidade da posse de bens de consumo. DVDs, CDs, Carros, Imóveis, ferramentas e uma vasta gama de produtos não precisam mais ser comprados, pois serviços em abundância estão sendo oferecidos através do meio digital, sem burocracia, de forma eficaz e rápida. Uber, Netflix, AirBnb, Spotify, ZipCar e Whatsapp são precursores deste movimento, e devem ser vistos como inspiração para novos negócios e oportunidades.

• Economia do compartilhamento

O aumento da oferta de produtos e serviços sem comprometer a sustentabilidade passa por otimizar a utilização dos recursos disponíveis (carros, imóveis, ferramentas, etc). E a economia do compartilhamento vem justamente para transformar o escasso em abundante através da disponibilização de recursos subutilizados para uso pela população. A economia do compartilhamento aumenta a oferta ao mesmo tempo em que diminui o impacto ambiental e, de quebra, torna custo em investimento. O clássico exemplo de compartilhamento de veículos do ZipCar é um exemplo claro desse cenário. E nessa direção, a economia do compartilhamento é um dos grandes pilares para a redução da produção de bens de consumo e ampliação da oferta de serviços.

• Economia Colaborativa

A atual revolução tecnológica facilitou e aumentou a comunicação entre as pessoas, eliminando distâncias, horários e mesmo barreiras culturais. Soma-se a isso o acesso a informações diversas sobre todos os usuários digitais, e está desenhada a economia colaborativa. Este movimento permite desde a colaboração individual e consciente, entre grupos pequenos e com foco em objetivos particulares, até a colaboração anônima e em massa em prol de melhorias coletivas. Trip Advisor, Waze, Kickstarter, Quora, Pinterest e inúmeros outros serviços digitais se baseiam na economia colaborativa para garantir melhores serviços a preços mais baixos, e de quebra possuem alto engajamento dos usuários, que se enxergam como parte fundamental para o funcionamento do sistema.

• Experiência do usuário

Liderada pela mobilidade, a revolução tecnológica está permitindo a integração entre o mundo real e o universo digital. O acesso a informações, serviços e produtos a qualquer momento e em qualquer lugar pode ser interpretado como mais uma camada que se acoplam ao nosso ser, a ponto de podermos dizer que somos formados por corpo, mente, alma e uma camada que contém todo o nosso rastro digital. E nesse mundo onde o digital e o real se confundem, experiências positivas para o usuário, em qualquer ambiente, devem ser potencializadas através da tecnologia.

Empresas, pessoas e países que apoiarem e facilitarem a implantação deste movimento estarão na vanguarda da nova ordem econômica e se destacarão frente às demais. A abundância de produtos e serviços de forma sustentável e que propicie uma melhor qualidade de vida às pessoas é um caminho sem volta.

E você, está preparado para participar deste novo contexto?

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