Apple zoou stylus várias vezes e agora precisa provar utilidade da Apple Pencil

Por Redação | 10.09.2015 às 11:47

Tão logo a Apple anunciou a famigerada Apple Pencil, a internet fez questão de lembrar a empresa das palavras de Steve Jobs. Cinco anos antes, o executivo foi categórico ao dizer que qualquer aparelho que dependesse de uma stylus já era um fracasso — e, seja lá onde ele estiver, não deve estar nada contente com o que sua companhia revelou no evento desta quarta-feira (09).

E essa não foi a única vez que Jobs se posicionou claramente contra o uso de acessórios do tipo em telas touch. Durante o anúncio do primeiro iPhone, em 2007, ele subiu ao palco exatamente para ironizar a caneta e mostrar o quanto a ponta dos seus dedos oferece uma experiência muito mais simples e intuitiva. "Quem quer uma stylus?", perguntou Jobs na época. Bem, oito anos depois, os fãs da Apple parecem bem interessados nessa tecnologia.

Seja pelo fato de carregar a marca da Maçã ou porque as funções apresentadas durante a conferência realmente impressionaram, a verdade é que a Apple Pencil deu muito o que falar. Segundo a companhia, o acessório é duas vezes mais rápida em termos de reconhecimento de toque do que seus dedos, o que faz com que a resposta do iPad Pro seja bem melhor em diferentes sentidos.

A partir de sensores que reconhecem não apenas a posição da stylus, mas também a força aplicada sobre a tela e a própria inclinação, vimos uma série de funcionalidades bem interessantes tanto em termos profissionais — para artistas e até médicos — quanto para quem quer substituir papel e caneta por algo mais tecnológico.

E é exatamente aí que está o grande diferencial da Apple Pencil em relação às stylus que estamos acostumados a ver. Como o site The Verge aponta, a crítica de Steve Jobs em 2007 não é exatamente contra a caneta em si, mas na dependência que tínhamos dela por conta das telas resistivas. Isso porque o iPhone foi um dos primeiros aparelhos a chegar ao mercado com tela capacitiva.

Isso muda completamente as coisas, já que estamos falando de aparelhos completamente diferentes. E não apenas pela tecnologia envolvida, mas também porque essa é uma novidade voltada especificamente para o iPad Pro, ou seja, um tablet de 12,9 polegadas que é claramente voltado para funções mais profissionais do que algo de uso rotineiro. Tanto que a empresa em momento algum mostrou a caneta sendo usada em um iPhone ou mesmo em uma versão menor do tablet.

Apple Pencil

Isso fica mais claro ainda quando percebemos o quanto a apresentação se preocupou em demonstrar as utilidades desse novo recurso na vida de ilustradores, designers e demais artistas que já utilizam uma caneta no dia a dia — inclusive no computador. E um dos maiores destaques da Apple Pencil é exatamente sua latência ridiculamente baixa, o que significa que o tempo entre a ação e sua resposta no aparelho não vai mais ser um problema.

Isso não muda o fato de que outras empresas já haviam ressuscitado a stylus em tempos de telas capacitivas, como a Samsung com seu Galaxy Note. Contudo, saber aproveitar essas tendências lançadas por outras empresas e ainda sair por cima já é uma característica bem conhecida da Apple.

Assim, incômodo mesmo não é o retorno das canetinhas, mas o fato de que elas agora custam US$ 99.

Via: Android Central, The Verge