Apple Watch teria vendido 2,3 milhões de unidades somente na pré-venda

Por Redação | 17 de Abril de 2015 às 08h39
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Faltam oito dias para a chegada do Apple Watch às lojas dos Estados Unidos e Europa e, neste momento, a empresa encontra-se em uma corrida desesperada para garantir a oferta do produto. Pelo menos é isso o que afirma o analista Ming-Chi Kuo, da consultoria KGI, que indica uma situação bastante complicada, com pouca disponibilidade de unidades no lançamento devido a problemas de fabricação e pré-vendas absurdas.

Segundo ele, falando em um relatório de recomendações para investidores, cerca de 2,3 milhões de unidades dos relógios inteligentes já teriam sido encomendadas pelos usuários de todo o mundo. E esse total é perigosamente próximo da capacidade máxima de fabricação da Apple e seus parceiros, que seria de 2,5 milhões a 3 milhões de dispositivos por mês. De acordo com o especialista, a produção em massa do Apple Watch teria sido iniciada em meados de março. Então, faça as contas.

Desse total de unidades, 85% seriam do modelo Sport, enquanto 15% correspondem às versões em aço e, por fim, 1% da mais cara edição dourada. As pré-vendas também estariam seguindo essa lógica, o que seria uma demonstração de que a Apple está acertando no tipo de público que deseja alcançar e também nas iterações que serão preferidas de seus clientes.

Os números de fabricação de unidades, porém, parecem baixos e, de acordo com Ming-Chi, realmente são. As unidades de produção da Apple seriam plenamente capazes de entregar números maiores, mas existe uma disponibilidade limitada de alguns componentes, como os motores de vibração e as telas AMOLED flexíveis que serão utilizadas no aparelho. Sem elas, claro, é impossível montar os relógios e, caso eles realmente mantenham o sucesso ascendente, sua chegada ao redor do mundo pode acabar representando um problema.

Os artigos problemáticos, respectivamente, estariam nas mãos de parceiros de fabricação como a AAC e a LG. A Apple estaria, inclusive, estudando com ambos algumas maneiras de intensificar essa disponibilidade, ou então solicitar unidades adicionais de outras empresas. Esse movimento, diz o mesmo especialista, já teria sido feito recentemente com os processadores A9 dos novos iPhones, que serão produzidos pela Samsung e, teme a Maçã, poderiam ser deixados em segundo plano diante do sucesso do Galaxy S6.

A falta de produtos nas prateleiras é uma constante nos grandes lançamentos da Apple e, para muitos, seria inclusive uma estratégia da empresa para levar os aficionados a garantirem suas unidades o mais rápido possível. Nesse caso, porém, não parece que a companhia de Cupertino está controlando seus estoques, mas sim o inverso, não podendo fazer nada para conter uma ausência que pode acabar dificultando a vida em um mercado que já tem pelo menos algumas boas opções de smartwatches.

A empresa, claro, não comenta sobre o assunto. De acordo com especialistas, a expectativa é de que de 15 a 20 milhões de Watches sejam vendidos até o final do ano. Falta pouco para sabermos se essa estimativa é verdadeira e, acima de tudo, se teremos tantos aparelhos assim no mercado. O Brasil ainda não tem data para receber o relógio inteligente.

Fonte: Apple Insider

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