Apple poderá oferecer anúncios baseados no extrato de cartão dos usuários

Por Redação | 20 de Julho de 2015 às 08h59

O CEO da Apple, Tim Cook, sempre deixou claro que nunca teve interesse em monetizar os dados dos seus usuários, porém a companhia pode estar prestes a mudar de ideia. Na última semana, a Maçã registrou uma patente de um sistema de e-commerce capaz de entregar anúncios baseados em produtos que o usuário já comprou.

De acordo com o documento, o sistema funciona a partir do rastreio do status dos cartões de débito e crédito do usuário e a checagem do seu saldo. Com isso, ele faz o envio de sugestões de produtos com valores dentro do orçamento de cada pessoa e com base no que está listado ali.

Além disso, as mercadorias só poderão ser anunciadas se elas tiverem um valor de até 90% do saldo da pessoa, deixando 10% da quantia ainda no cartão. O registro diz que aqueles que responderem aos anúncios e fizerem a compra ainda terão acesso a um serviço de cobrança e pagamento, métodos de entrega digitalmente ou fisicamente.

Em junho deste ano, Cook comentou em um discurso à Electronic Privacy Information Center (EPIC), em Washington (EUA), que os dados de segurança dos seus usuários não são armazenados. Ele falou diretamente a empresas do Vale do Silício que usam estes métodos. "Eles estão devorando tudo o que podem aprender sobre você e tentando ganhar dinheiro com isso. Nós pensamos que isso é errado e este não é o tipo de empresa que a Apple quer ser. Então, nós não queremos seus dados", comentou.

Antes disso, em fevereiro, o CEO já havia comentado que as compras feitas usando o Apple Pay nunca são armazenados. "Para cada pagamento nós criamos um código único que somente funciona naquela compra e naquele aparelho. Nós não armazenamos as transações. Nós não sabemos o número de cartão do usuário, o que ele comprou e nem quanto pagou. E nem queremos saber", disse.

A patente, de fato, vai contra o discurso da Apple, mas a empresa tem poder para realizar o plano. A companhia da Maçã é dona da maior coleção de números de cartões de crédito do mundo, totalizando quase um bilhão de contas, número maior do que a gigante varejista Amazon.

Fonte: Business Insider

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