Apple Pay pode ganhar novos recursos para bater de frente com o PayPal

Por Redação | 12 de Novembro de 2015 às 09h51
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O Apple Pay ainda não chegou por aqui, mas isso não quer dizer que a Maçã de Cupertino não esteja planejando expandir as operações do sistema de pagamento. E não apenas em termos de área de cobertura, mas também em tipos de transações aceitas. Segundo o Wall Street Journal, a empresa está estudando maneiras de usar a plataforma para trazer uma opção de pagamento entre indivíduos.

O jornal afirma que várias fontes confirmaram o interesse e contaram ainda que a ideia da Apple é bater de frente com aquilo que o PayPal e o próprio Google Wallet já fazem, ou seja, permitir que os próprios usuários usem a carteira digital para comprar produtos e pagar outras pessoas, fazendo com que o recurso deixe de ser exclusividade de lojistas. Com isso, você poderia usar seu Apple Pay para pagar aquela compra feita no Mercado Livre ou na hora de quitar aquele débito com um amigo.

As fontes ligadas ao periódico disseram também que, até o momento, a Apple ainda não fechou com nenhum banco, mas que segue conversando com diversas instituições. Até o momento, executivos da companhia já sentaram com membros do Capitol One, Wells Fargo, US Bank e JP Morgan Chase para discutir uma possível parceria nesse sentido.

Conforme o Wall Street Journal aponta, a ideia da Maçã é trazer esse recurso já no ano que vem, mas sem data específica para isso. Seria possível arriscar dizer que essa pode ser uma das grandes novidades que a empresa planeja para o iOS 10? De qualquer forma, algumas questões permanecem em aberto, principalmente em relação ao funcionamento da novidade. O jornal destaca que ainda não há qualquer informação sobre isso, então a hipótese mais provável é que a Apple mantenha esse dinheiro dentro de seu próprio ecossistema, ou seja, podendo ser gasto no iTunes e na App Store, por exemplo.

De qualquer forma, vale a pena ficar de olho para ver o que vem por aí. E à distância, é claro. Afinal, se nem mesmo o Apple Pay básico chegou ao Brasil ainda, é bem pouco provável que vejamos esse possível recurso sendo liberado por aqui tão cedo.

Via: Wall Street Journal, Ars Technica