Apple passará a auditar todos seus fornecedores de minério

Por Redação | 01.04.2016 às 06:25

Você sabe de onde saem os minérios utilizados no celular que você usa todos os dias? Tungstênio, ouro e tântalo são obtidos por meio de verdadeiras guerras travadas entre milícias e fornecedores. Para tentar dar um fim nisso, agora a Apple irá se certificar que 100% dos minérios utilizados por ela venham de fontes legais.

A medida teve início com o Ato Dodd-Frank de 2010, que requer que as companhias de tecnologia que usam minerais vigiem mais de perto as cadeias fornecedoras em países onde há conflito armado, mais notadamente a República Democrática do Congo e países vizinhos, que são os principais fornecedores para a produção de eletrônicos de empresas norte-americanas.

Nesta quinta-feira (31), a empresa anunciou que um total de 242 refinarias fornecedoras de minerais de conflito são parte de um programa de auditoria conduzido pela Iniciativa de Recursos Livres de Conflito (CFSI, na single em inglês), uma associação terceirizada. No ano passado, a Maçã anunciou que 199 dos 225 fornecedores, ou 88% deles, estavam inscritos no programa. Em 2013, apenas 44% faziam parte da iniciativa.

Cupertino recrutou o máximo de fornecedores possíveis para se voluntariarem às auditorias, mas nem todos concordaram. "Infelizmente nós tivemos de cortar relações com 35 fornecedores no meio do caminho porque não fomos capazes de convencê-los a fazer coisas da maneira que achamos que devem ser feitas", disse o chefe de fornecimento da Apple, Jeff Williams, ao BuzzFeed.

Em 2014, os locais que ainda não participavam receberam um ultimato: participar das auditorias ou perder o lucrativo contrato de fornecimento da Apple. "Não tem a ver com fazer propaganda de 'livre de conflitos', não é sobre compras sem culpas para consumidores. É sobre reduzir os conflitos armados".

Para que isso aconteça, a empresa da maça irá redirecionar seu foco a grupos individuais que estão "associados ou potencialmente associados a grupos armados, em particular a polícia e militares do Congo, [que estão] supostamente envolvidos em incidentes ligados a fornecedores da Apple".

Via: Digital Trends