Apple One | Spotify afirma que plano de assinaturas prejudica concorrência

Por Felipe Demartini | 16 de Setembro de 2020 às 13h40
Tran Mau Tri Tam/Pixabay
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O Spotify se uniu a um coro composto por cada vez mais empresas de tecnologia, que acusam a Apple de tentar estabelecer um monopólio de suas plataformas, prejudicar concorrentes e limitar o poder de escolha de seus usuários. O serviço de streaming de música emitiu declaração oficial criticando diretamente o Apple One, plataforma que unifica diferentes assinaturas da Maçã por um único preço, e pediu que as autoridades de regulação antitruste investiguem o caso.

Em comunicado, o Spotify afirma que a Apple utiliza “mais uma vez” sua posição dominante no mercado para aplicar práticas injustas, gerando desvantagens para os competidores e incitando clientes a preferirem seus próprios serviços. Na visão da empresa, se esse tipo de comportamento não for investigado e, principalmente, regulamentado, a comunidade de desenvolvedores terá sua “liberdade coletiva” duramente atingida.

A publicação da declaração aconteceu apenas horas após o evento da tarde desta terça-feira (15), no qual a Maçã apresentou suas novas gerações do iPad e do Apple Watch, além de revelar o serviço de assinaturas. A resposta veio igualmente rápido, com a companhia respondendo ao Spotify que alternativas a todos os seus serviços próprios estão plenamente disponíveis e os consumidores estão sempre livres para as descobrir e fazer sua opção.

Por outro lado, a companhia defendeu o Apple One afirmando que ele traz grande valor aos consumidores e é uma maneira mais simples de assinar e utilizar os diferentes serviços que são oferecidos por ela. Para quem já possui as plataformas de entretenimento e o iCloud, por exemplo, a empresa aponta o pacote como uma economia de dinheiro, bem como uma porta de entrada maior para quem ainda não era um cliente e deseja se tornar.

A opção mais barata do Apple One custa R$ 26,50 por mês e traz os serviços Apple Music, Apple TV+, Apple Arcade e 50 GB de espaço na nuvem do iCloud. Um pacote familiar, que traz as mesmas plataformas acessíveis a até seis pessoas, sai por R$ 37,90 mensais. Há ainda o plano Premier, disponível em alguns territórios e ainda não no Brasil por trazer plataformas que não funcionam aqui, como o Apple News Plus e o Apple Fitness Plus, por US$ 29,95 (cerca de R$ 160 em uma conversão direta).

Como normalmente acontece com plataformas desse tipo, uma opção gratuita para testes pode ser usada pelos primeiros 30 dias, mas os serviços ainda não foram liberados. A expectativa é que o Apple One esteja disponível aos usuários em outubro, quando a Maçã, também, deve realizar evento para anunciar a nova geração do iPhone.

Outras disputas

O posicionamento do Spotify contra as políticas da Apple que julgam serem predatórias não é novidade. Em junho deste ano, a comissão antitruste da União Europeia iniciou duas investigações sobre possíveis práticas de monopólio envolvendo a App Store e o Apple Pay. Em ambos os casos, o serviço musical contribuiu para os inquéritos e foi um dos solicitantes oficiais dos processos que se encontram em seu andamento inicial.

Além disso, alegação semelhante é feita pela Epic Games, que disputa na justiça a obrigatoriedade, pelos desenvolvedores de apps, de utilizar os meios de pagamento disponíveis na App Store e, por consequência, pagar taxas consideradas altas para a Maçã. A briga levou à retirada de Fortnite da loja de aplicações e, se não fosse a interferência judicial, também seria a responsável pela revogação das licenças de desenvolvimento da produtora.

Fonte: The Verge

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