Apple estaria cada vez mais perto de lançar serviço de TV

Por Redação | 14.07.2015 às 15:31

Os números iniciais do Apple Music ainda não foram divulgados oficialmente, mas fontes afirmam que a empresa estaria bem satisfeita com os resultados obtidos nas primeiras semanas de funcionamento do serviço. E tudo isso teria dado fôlego extra para que a companhia de Cupertino volte seus investimentos em uma outra ideia focada no streaming: seu serviço de televisão sob demanda.

A ideia já é antiga, e vem sendo comentada em caráter de rumor há alguns meses. Agora, parece que a movimentação para a criação de um sistema que, segundo a Apple, será suficiente para “acabar” com o mercado de TV por assinatura nos EUA, voltou com força total, o que pode indicar que um lançamento pode não estar tão distante assim.

Segundo as novas informações, a Apple estaria em negociações avançadas – que envolveriam, inclusive, a participação direta do CEO Tim Cook – com emissoras como NBC, Fox, ABC, CBS e Disney. As duas últimas seriam os campos em que a conversa estaria tendo mais frutos, e as fontes que vazaram as novidades indicam que uma delas, ou ambas, seriam as mais propícias a serem as primeiras a assinarem contratos e entrarem de cabeça nessa nova plataforma, junto com a ESPN.

Falando em entrar de cabeça, seria justamente essa a política atual da Apple com seu serviço de TV. A empresa compartilharia a opinião do mercado, de que demorou demais para entrar no segmento do streaming e, por isso, acabou perdendo vantagens estratégias que poderiam ser interessantes. O mesmo erro não deve ser cometido agora no terreno do entretenimento, que envolve contratos mais complexos e um licenciamento de conteúdo mais caro, além de contar com as exclusividades como um requisito que acaba definindo a escolha do usuário entre uma plataforma e outra.

É aí que as empresas teriam encontrado um nó que somente agora, com esse fôlego renovado, estaria sendo desfeito. Nos Estados Unidos, o mercado televisivo tem uma estrutura fragmentada parecida com a do Brasil, com afiliadas locais sendo as responsáveis por criar conteúdo regional e fazer a retransmissão nos diversos estados do país. Isso tornou as negociações um pouco mais difíceis, já que a Apple teria que falar individualmente com cada uma destas estações na hora de fechar negócio.

A alternativa foi se voltar para as emissoras centrais. Algumas delas já teriam se acertado internamente para que pudessem negociar um acordo nacional com a Maçã, garantindo a transmissão de conteúdo regional de acordo com a localização do usuário. Do ponto de vista dos anunciantes, essa é a única estratégia possível, e pode acabar alavancando as verbas publicitárias de redes menores.

Os objetivos da Apple com seu sistema de streaming de TV seriam semelhantes aos do mundo musical. Com a empreitada, a companhia ficaria com 30% do valor das assinaturas, deixando o resto para as emissoras, e estaria trabalhando para oferecer um preço mais baixo que o da concorrência em termos de assinatura. Em troca, oferece como vantagem a base instalada do iOS para entregar um app que esteja de maneira fácil nas mãos do maior número possível de usuários e um grande potencial para aumentar a audiência dos canais.

O otimismo seria tamanho que existiria uma expectativa de lançamento ainda para este ano, mesmo que apenas em algumas regiões e poucos canais. A ideia seria evitar a perda de vantagens estratégicas pela demora na chegada de um serviço completo, e fincar o pé antes que esse segmento se torne populoso como aconteceu com o mercado musical.

Como sempre, a Apple se mantém calada. É parte da estratégia da empresa não comentar sobre novidades e futuros anúncios, principalmente quando se trata de produtos deste tamanho, até que eles sejam efetivamente anunciados. Se for real e com lançamento em breve, o serviço de TV da Maçã deve dar as caras logo menos.

Fonte: The New York Post