Apple espera alcançar 100 milhões de assinaturas em seu novo serviço de músicas

Por Redação | 08 de Junho de 2015 às 10h29

De todos os rumores que rondam a Worldwide Developers Conference 2015, o que é dado praticamente como certo é o anúncio de um novo serviço de streaming de músicas, que deve se chamar Apple Music. E a companhia tem planos ambiciosos para sua nova plataforma e promete sacudir o terreno dominado por outros serviços consolidados, como Pandora e Spotify.

Essa é a afirmação de fontes familiarizadas com a estratégia da empresa da Maçã. De acordo com os informantes, a gigante de Cupertino espera atingir nada menos que 100 milhões de assinantes com seu novo programa de músicas. Obviamente, não foi especificado se esse número corresponde a semanas, meses ou anos, mas ainda assim é uma quantidade bastante elevada se formos levar em consideração os principais concorrentes do mercado.

Para se ter uma ideia, se somarmos todos os usuários que possuem uma conta paga nesse tipo de serviços, chegamos a 41 milhões de assinaturas. Desse total, 15 milhões são assinantes pagos do Spotify, considerado o maior player de streaming de música do mundo.

Então, como a Apple pretende alcançar os 100 milhões de assinantes? Claro, talvez leve um tempo até que o software conquiste tanta popularidade, mas não é uma meta tão impossível. Parte dos rumores divulgados nas últimas semanas indicam que a Maçã integrará a plataforma nativamente ao sistema operacional móvel iOS e às contas já existentes da iTunes Store. Ou seja, quem já tem um dispositivo da Apple poderá usar o novo serviço facilmente, sem a necessidade de baixar ou configurar nada.

Se os boatos estiverem certos, o Apple Music será oferecido com um modelo de assinatura a US$ 10 mensais e deve oferecer as mesmas funções do Beats Music, serviço que será substituído pela novidade. Especula-se ainda que haverá períodos gratuitos para testar a plataforma (não se sabe se de um ou até três meses), além de uma possível versão para Android. Vale lembrar que o programa não vai encerrar o funcionamento do iTunes Radio, que também deve ganhar uma repaginada e continuar operando de forma independente.

Além disso, o lançamento do Apple Music não deve ser restrito aos Estados Unidos, uma vez que a companhia teria planejado lançá-lo em vários outros países já no final de junho.

Na semana passada, rumores apontaram que a Apple ainda estaria em negociações finais junto às gravadoras para apresentar oficialmente o serviço na tarde desta segunda-feira (8). As gravadoras estariam em busca de 60% da mensalidade que será cobrada pela Maçã aos usuários - para efeito de comparação, no caso do Spotify, as empresas obtêm 55% da mensalidade de US$ 10.

A WWDC 2015 começa hoje e vai até o dia 12 de junho em São Francisco, na Califórnia. Fique de olho aqui no Canaltech para saber todas as novidades.

Fontes: The New York Times, Cult of Mac, Bloomberg

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