Apple é condenada a pagar US$ 234 milhões a universidade por quebra de patente

Por Redação | 19 de Outubro de 2015 às 15h16

A Apple não é conhecida somente pelos dispositivos que fabrica, mas também pelas inúmeras disputas judiciais envolvendo patentes. Quem acompanha o noticiário do mundo da tecnologia já sabe que a norte-americana vive se engalfinhando com a Samsung, num processo jurídico que se arrasta há anos e parece que nunca vai ter fim. O problema é que dessa vez quem iniciou a briga com a Maçã não foi a fabricante concorrente, mas sim a Universidade de Wisconsin.

No processo iniciado em 2014, a instituição de ensino alega que a Apple utilizou uma tecnologia patenteada pela universidade em 1998. De acordo com os autos, a Maçã se apropriou indevidamente de uma tecnologia de processadores da entidade e a utilizou indevidamente nos processadores inseridos no iPhone 5S e nos iPads Air e mini 2 de todo o mundo.

Após um longo ano de espera e briga judicial, um júri da corte distrital de Madison decidiu contra a Apple, que agora terá que pagar à universidade a quantia de US$ 234 milhões por infringir a patente. Embora o valor seja bastante alto, vale notar que o júri decidiu por uma notável redução da indenização exigida pelos requerentes, que era estimada em mais de US$ 850 milhões.

Em sua defesa, a companhia da maçã continua alegando que não infringiu nenhuma patente e afirmou veementemente que todas as acusações são inválidas. Mesmo com o veredicto, ainda cabe recurso e a Apple disse que correrá atrás disso.

Esta não é a primeira vez que a Universidade de Wisconsin processa uma grande companhia da indústria de tecnologia. Em 2008, a instituição iniciou uma ação contra a Intel por causa dessa mesma patente e o caso foi resolvido rapidamente, apenas um ano depois. Tal qual aconteceu agora, à época a decisão da Justiça foi favorável à universidade.

Fontes: NASDAQ, Daily Mail

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.