Apple abre empresa para entrar no mercado de energia

Por Redação | 09.06.2016 às 17:30

Sem avisar ninguém nem fazer anúncios oficiais, a Apple iniciou nesta semana as operações de uma nova subsidiária, focada no mercado energético. A iniciativa, entretanto, não se trata de pesquisa ou desenvolvimento de novos produtos para esse setor, mas, sim, da venda do excesso de eletricidade gerado pelas suas duas fazendas solares, em Cupertino e no estado de Nevada, nos Estados Unidos.

Operada a partir do campus da Maçã no Vale do Silício, a subsidiária faz parte dos planos da Apple de ter todas as suas operações funcionando a partir de energias renováveis. Entretanto, o Sol só bate durante o dia, mas os servidores que servem a App Store, por exemplo, precisam funcionar 24 horas por dia, enquanto as lojas da Apple também abrem à noite. Uma das ideias, então, seria “trocar” a eletricidade solar excedente por outros métodos renováveis, trabalhando em parcerias com empresas desse segmento.

O pedido de uma autorização regulatória, entretanto, parece confirmar que a Apple tem planos maiores para essa subsidiária e pode, até mesmo, transformá-la em mais uma fonte de rendimentos, vendendo a energia de sobra diretamente para o mercado consumidor. Para ter essa possibilidade, a empresa precisa da aprovação do governo, a que se submeteu no último dia 6.

As autoridades americanas permitem esse tipo de negociação para empresas pequenas, sem presença no mercado de energia e, sendo assim, sem influência ou uma malha grande o bastante para influenciar nacionalmente o setor. A Apple não é exatamente minúscula, como outras companhias de meios renováveis que trabalham nesse segmento, mas alega que sua atuação se resume ao mercado de tecnologia e, sendo assim, não interferiria na precificação energética.

Por outro lado, há quem aponte relação entre a abertura da subsidiária e os recentes rumores de que a Apple estaria em contato com empresas de tecnologia para estudar a criação de postos para abastecimento de carros elétricos. A ideia, então, poderia ser de que, no lançamento de um eventual carro pelas mãos da Maçã, seus clientes teriam acesso a energia mais barata por meio de estabelecimentos certificados.

Caso não obtenha a autorização necessária para vender energia diretamente para o consumidor, a Apple teria que manter relações apenas com companhias também do setor energético. Ainda, se veria obrigada a comercializar o excedente a preço de custo, conforme preveem algumas legislações estaduais, como as dos estados de Nevada e da California, onde estão localizadas as duas unidades solares da empresa.

A Apple, porém, não comentou sobre o assunto. Os documentos de abertura da subsidiária, entretanto, são públicos, assim como o pedido de autorização para venda de energia elétrica diretamente ao mercado consumidor.

Fonte: 9 to 5 Mac